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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Célia Laborne, artista múltipla


Célia Laborne, artista múltipla

Conheci Célia Laborne desde criança, quando da criação do Minas Tênis Clube. Célia morava em frente, era nadadora oficial do Minas, conquistando ali várias medalhas.

Aquela coragem de se jogar nas águas da piscina, percorrer espaços, conquistar prêmios, não era para qualquer adolescente da época. Lembro-me de ficar sentada na arquibancada, torcendo por aquela nadadora mirim que, aos 12 anos de idade, conquistava troféus.

Mais tarde fui encontrar Célia na Escola de Belas Artes Guignard, onde ela se inscreveu na primeira turma. Célia era muito sensível, desenhava flores e paisagens do parque e dava preferência às aguadas transparentes. O elemento água preponderava em seus trabalhos muito elogiados pelo mestre Guignard.

Transparência, sensibilidade, observação da natureza, das árvores, dos céus de Minas. As aquarelas e o desenho de linha com lápis duro, estimulados pelo mestre, caminharam juntos com outra forma de expressão da artista, a palavra escrita e falada. Surgiram versos espontâneos, líricos. O lirismo próprio de nossas montanhas, transbordava nos versos e nas cores, conjugando as duas formas de arte numa só inspiração.

Célia guardava os versos, que lhe vieram muito antes da pintura, desde os 13 anos de idade. Eram seus, o seu colóquio com os níveis mais profundos de consciência, uma abertura para o campo imensurável da poesia. Seus poemas surgiram da necessidade de expressão de uma jovem de Minas Gerais que, das montanhas lançava o seu canto.
Ser artista é um caminho neste planeta, um caminho de abertura de consciência, um diálogo com Deus.

Seus textos espiritualistas despertaram a atenção de pessoas ligadas à mesma sensibilidade, muitas vezes residindo em lugares distantes. Foi do Oriente que ela assimilou a profundidade dos pensamentos filosóficos e poéticos.

Célia foi cronista de vários periódicos da cidade de Belo Horizonte e sua coluna ficou conhecida através do jornal “Estado de Minas”, onde ela ocupava o espaço denominado “Vida Integral”. Célia foi a primeira e quase única jornalista que divulgou as filosofias orientais e as técnicas de meditação, relaxamento e a importância da respiração. Seus seguidores são múltiplos, e sua mensagem transpôs as fronteiras de Minas, para alcançar outros espaços mais amplos. Atravessou os mares, foi bem recebida em Portugal, na Europa e nos Estados Unidos. Em Florianópolis eles se transformaram em vídeo, através da iniciativa de um seguidor.

A mensagem de Célia é poética e espiritual, e penetra num espaço pouco explorado pelos poetas modernistas. Situa-se numa linha bem própria, estudando mestres de Yoga tais como Vivekananda, o primeiro a introduzir a Yoga no mundo ocidental. Sua mensagem é ecumênica, abrange religiões, filosofia e as ciências mais modernas tais como a física quântica. Ela partiu do estudo mais denso para os mais sutis.

Seu universo está situado em níveis mais altos de consciência, naquele espaço onde a palavra toca a alma das pessoas para ajuda-las a transcender o cotidiano.

O cotidiano é importante, mas existe um espaço além, onde muitas vezes a palavra não consegue penetrar.

Os textos de Célia nos conduzem para este espaço além do noticiário dos jornais. Célia é jornalista e poeta e continua divulgando suas mensagens através de seu blog “Vida em Plenitude”.

Ali a palavra é o toque mágico que nos conduz ao infinito, para uma dimensão transcendente, além da Terra.

Todos nós devemos um pouco a esta mensageira da paz e da harmonia entre os seres vivos.

Maria Helena Andrés


06 jan 2015

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terça-feira, 16 de abril de 2013

"A rosa, hoje foi posta em tua mão"...


Pressentimento

Célia Laborne Tavares

* Partimos para as auroras – e pouca gente o percebeu – porque pressentimos os primeiros caminhos da luz. Além dos árduos processos de busca, no país da paz, a flor se entrega ao persistente indagador.

É preciso primeiro, colher cristais sob as areias do deserto, ou junto às nascentes do rio, porque sua transparência pode surgir nos lugares mais imprevistos e, na hora da colheira, todos os cristais refletirão a luz. 

Seguiremos, então, leves mensageiros dos bosques povoados, enquanto nos forem solicitadas as comunicações; enquanto de nossas palavras toscas brotarem as sementes certas. (Leves mensageiras do amor universal que pede participação a cada dia, em cada porta). Portadoras do primeiro acordar em festa, da primeira palavra de alegria viva, vamos nos revelando.

** O tempo, em ebulição, está à espera de antigas lições, de solicitações sábias para o novo crescimento. No país de todos, as revelações são as metas maiores que muitas vezes se atrasam, mas sempre se fazem presentes de uma forma ou de outra.

Sem o perceber, partimos, como aladas companheiras das estrelas para as esferas mais altas que transcendem os engenhos humanos e se candidatam ao amor em plenitude; ou como pequena irmã de libélulas, volteia-se em torno da luz até tornar-se a própria luz.

*** Portando nas mãos o archote do tempo vamos saindo das eras mais sombrias para o amanhecer de auroras translúcidas, onde cada qual começa a distinguir o seu roteiro, muito próprio e intransferível.

O passado é tão somente o alicerce que sustenta a nova estrutura e se faz raiz viva de seiva ou sangue, para a maturidade dos frutos ainda não colhidos.

Quem já se recolheu ao silêncio e confidenciou a ele suas dúvidas mais profundas, começa a receber surpreendentes respostas – e nem sempre sabe como compartilhá-las tão sutis são as mensagens, tão fantásticas as revelações iniciais.

Mais cedo ou mais tarde, toda a Terra será um berço fértil na madrugada que desponta e as palavras serão fracos marcos para a orientação dos caminhos. Quando as palavras começam a adormecer, as realidades da vida se implantam e ninguém poderá escapar às suas verdades, à beleza que se abre quando a fantasia dá lugar ao brilho das descobertas.

**** Cada silêncio mais íntimo, mais interior, é como o iluminar de noites velhas, como o desfazer de sonhos maus, como o participar da grande festa. 

O simples pressentir das lições do silêncio desfaz as mágoas mais enraizadas, harmoniza todas as vibrações, reconcilia todas as lutas. E agora, é o tempo próprio para se começar a difundir as lições do silêncio perfeito. A rosa, hoje foi posta em tua mão.

In, "O Quinto Lotus", por Célia Laborne Tavares, edição da autora.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Ponha azul nos olhos e estenda flores nos varais"...


Não peças explicações

Célia Laborne

O dia vai rodar ainda. Mas já tenho quatro horas na mão que não devo trocá-las com ninguém. O nada, hoje, está povoado. Recuso-me ao tédio. Passei em revista girassóis perfilados e margaridas novas. A parada estimulou-me.

Ouvi coisas fabulosas sobre a vida e acreditei nelas, num retrospecto quase de infância. Cúmplice das histórias auri-vermelhas que me penduraram, dancei moderna sobre o tablado mais novo. Por um instante, convido-os à credulidade.

Hoje é dia da espiral do silêncio profundo como uma prece heroica. O sol, três vezes afastado, voltou à rua e acendeu, perto dos pés, grãos coloridos de areia. O asfalto quase o refletiu. Não há dúvida, o dia é de surpresas.

Ponha azul nos olhos e estenda flores nos varais. Não peça explicações, não exija provas. Se necessário, comova-se, mas não tente compreender.

Ouço passos, ouço vozes. Retenho a respiração. A porta, de certo vai abrir-se e alguém brincará de descoberta. Se houver vitória, empresta-lhe tua coroa.

Transpus o muro da distância e passei duas horas de mãos dadas com a ternura. Guardei dela ainda uma palavra para libertar a música presa em pautas muito antigas. Vi morrerem líricas recordações de um passado que não era meu e passei a frequentar um presente verde de olhos surrealistas e mãos de aço. Agradou-me a troca.

Trancaram-me no vermelho das rosas para uma experiência fantástica e nunca fui tão viva.  – Compartilho-a contigo se o quiseres.

Desta janela posso chamar a chuva e dizer um verso ao amigo predileto. Tenho quatro horas na mão e vou visitar o arco-íris para contar-lhe que a Terra descobriu todos os seus segredos.

Depois, a noite poderá submeter-nos a seus problemas. Estaremos fortes e, quem sabe, ainda com um sorriso. Porém, por certo, ainda sem explicações. 


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quarta-feira, 6 de março de 2013

Entre Estrelas... é o lótus que se abre, é a flor que cresce, ou o dia que amanhece?



Entre Estrelas

Célia Laborne Tavares

- Onde estará a puríssima luz pressentida? Por que cresce esse sentimento que é amorosa ternura, essa paz que embeleza, essa nostalgia de uma grande ausência perdida entre as estrelas?

- Onde estará o caminho marcado pelo vigoroso passo do irmão maior, apoiado ao cajado, envolto em longa veste? – Há tanto tempo há rosas em nossas mãos em oferenda, sem saber onde depô-las; enquanto já ouço teu distante chamado.

- Onde captar a vibração de teu comando que acorda o Ser e o impulsiona? A alma chama teu Verbo que canta e cria, teu olhar que ilumina e dirige. Carinhoso encantamento flutua em busca de teu símbolo, tua cor, teu perfume de sândalo e mirra. Tua síntese de Irmão-Guru marca o caminho.

Cada dia é novo o amanhecer, envolto na possibilidade latente de tua aurora prometida; o coração aberto, a mente aquietada. O campo etérico amplia-se, a busca se estende, a descoberta de tua morada torna-se inevitável.

Já há um interligar antigo, um recordar constante, um crescente reconhecer-te, um profundo entender-te. Teu arrojado e elevadíssimo espírito irradia-se profusamente e, não há como não te tocar a aura, mesmo na distância.

Não se sabe apenas, como no cosmo vasto, endereçar-te a palavra de enlevo, o carinho irmão o renascer pela pureza de tua palavra gravada; como saudar-te no ilimitado.

Estranho e indelével é o laço dessa força envolvente, a canção de tua gloriosa fonte.

Respondendo o canto-prece, o Mestre aparece. Emerge do céu, assim como quem desce numa espiral de luz. Ilumina o espaço e tudo é paz, até o medo se desfaz. Nessa hora, a mente em foco permanece; é o lótus que se abre, é a flor que cresce, ou o dia que amanhece?

Atendendo à fé chamado, o Mestre paira, quase alado, no espaço infinito, no céu ainda estrelado. Ele sente o chamado e vem, como se atendesse ao filho, longamente amado. É a comunhão do discípulo e do Mestre, já revelado. Vendo a lágrima de saudade e solidão, ele se faz presente, como bom irmão. É a rosa que perfuma o próprio coração; a verdade que suplanta o reino da ilusão.

Só é preciso amá-lo muito e conhecer sua alta vibração; tudo o mais é vão. Pois, ouvindo o canto-prece, o Guru se enternece, de nossas faltas se esquece e de nosso medo se compadece.

Quem passar por um profundo sofrer, sempre a lhe interceder, para esse, o guia vai aparecer. Quem se preparar, dentro do sábio procurar, esse, o vai achar. Cada vibração do sofrer ou do amar, é como um tambor a rufar, como um clarim a chamar e o guia interno não o pode ignorar.

Cada vez que o canto é prece, este milagre cresce... e o mundo se fortalece.

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

"Em meio ao silêncio e à solidão, a luz sempre virá"...


Célia Laborne

Os mistérios são desfeitos. De dentro do tempo brota a flor, quase materializada e, no seu girar constante, as revelações se manifestam. Há, em nós, um extraordinário mundo adormecido que se abre à nossa consciência, quando adequadamente buscado.

Viver os caminhos novos e distribuir palavras comandadas é uma das mais alegres funções. É como se um rio corresse leve e borbulhante em seu leito recém-aberto. Para que as correntes da Vida jorrem férteis sobre o mundo e, de forma invulgar, deixem suas indeléveis marcas, é preciso que nos ponhamos sempre em maior disponibilidade. O ciclo se esgota muito rapidamente e quem não se abastece na fonte da luz própria vinda do plano superior, muito breve estará sedento no portal do mundo.

As transformações já são grandes e violentas e a própria mente humana adapta-se à captação de vibrações mais sutis. O tempo das auroras é precedido de nebulosidades inquietantes, provas e contrastes vários, mas, é vencendo as brumas que se rompem os véus da realidade ainda oculta à maioria.

Toda a Terra se prepara para a renovação que já se iniciou, pois os planos da natureza estão interligados em plena conexão com todos os reinos. Qualquer um pode pressentir que são novos os ritmos do Universo, que são rápidas as transformações do homem, que os jovens estão aí, destruindo e renovando, para alterar e estabelecer bases mais adequadas ao sutil e ao superior.

O efeito glorioso da luz marca esta época no seu sofrer e no seu despertar sucessivo. Pelos corações mais livres, já vibram correntes de beleza e preparação intensa: caminhos mais altos estão abertos para muitos e já se adivinha o clima novo que se estabelece em vários grupos. – Que os desavisados reformulem sua rota e integrem, a tempo, o trabalho comum, buscando, em si a Lei maior e a Luz superior.

Sê fiel ao teu comando interno, desce ao âmago de ti mesmo e retira dali o mais belo e mais autêntico e harmonioso. Sê, cada vez mais, fiel à purificação de tuas múltiplas expressões humanas, das mais físicas às mais sutis, pois aí está o rumo certo de um dos melhores caminhos de crescimento. Luta pela Paz e limpeza de teu ser e da coletividade.

Limpa tuas palavras e sentimentos, tua memória e pensamento; limpa tudo, a cada dia e a cada hora. Desapega-te dos hábitos impróprios à harmonia universal e das exigências da matéria. A autovigilância começa no próprio acordar espiritual e não termina nunca. Por isso, quando te vires retrocedendo em tua meta, e essa é uma circunstância bem humana, para e investiga; recomeça se necessário for, mas não transige com teu correto ideal de beleza e conhecimento interno.

Sê sempre fiel a essa linha de ascensão que implica grandes sacrifícios, reavaliações e análises de intenção e sentimento. Purifica tudo que te parecer duvidoso. Evita tudo que te afasta da espiral de luz, encara de frente e supera o que te enfraquece ou te mancha o pensamento.

Sem o brilho e a pureza de um cristal serás um espelho inautêntico e embaçado, um escravo de caprichos, limitações e sofrimentos. Amarrado a inquietações, dúvidas e apegos, descerás a espiral que procuras subir, perderás as possíveis conquistas e recomeçarás no meio da escuridão. O encontro com a realidade dependerá sempre mais de ti mesmo do que de fatores externos.

Mas, em meio ao silêncio e à solidão, a luz sempre virá.

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sábado, 8 de setembro de 2012

De mãos dadas até às Estrelas...



De mãos dadas

Célia Laborne Tavares

Seria fácil sentarmo-nos e, de mãos dadas, dizermos que o mundo é bom e o homem aos poucos se redime de tudo, até do medo de si próprio, de sua origem e destino.

Seria honesto falarmos de amor como se fôramos adolescentes e desse amor dependesse a realização de nossas vidas.

Porém a realidade que pesa sobre nossos ombros é superior aos nossos esforços de sermos lucidamente iguais a todos aqueles que facilmente se sentam e, de mãos dadas, creem no mundo que ainda não foi descoberto em seu íntimo, mas que os atrai e deslumbra e lhes acena em seu exterior, com todos os vínculos de natural beleza e provável realização.

Todas as flores que juntos plantamos são como germes de luta e conquista que deverão reconduzir-nos aos recantos mais profundos de nosso destino e deixar-nos, talvez, isolados em nossa mansa união de companheiros em busca do Sol ou da Beleza.

Pelas manhãs florescerão nossos sorrisos como cúmplices fiéis de nossos melhores esforços no caminho de todos. E, à tarde, vigiaremos as estrelas cada vez mais convictos de sua imensa distância, de nosso inabordável silêncio neste encontro sob a noite que se faz sempre nossa e sempre mais profunda, como se fora nosso destino diluirmos nela todas as esperanças. Mas as estrelas continuam nos chamando.

...

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domingo, 5 de agosto de 2012

Deixo meus olhos modelando estrelas...


Canto Jovem

Célia Laborne Tavares

Deixo meus olhos modelando estrelas
e minhas mãos dançando poesia.
Deixo meus passos contando à poeira
a história secreta das magias.
Deixo, e sigo te esperando.

Deixo os cabelos fundirem-se na noite
e serenados por lágrimas brilhantes
serem o dançarino par de leve sombra
o eterno véu do sonho que não veio.
Deixo, e sigo só buscando.

Deixo que o vento toque em minha face
o perfume, o sonho de esperança.
Deixo e sigo aguardando
deixo tudo, tudo
e sigo só esperando.

Recebido por e-mail da autora
05 ago 2012

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sábado, 21 de julho de 2012

O Grande Dia está amanhecendo... e não estamos mais sós...


O Grande Dia está amanhecendo...

Leo Nogueira Paqonawta

Para Kuichy - Edwin Flores Cevallos


Terra que me recebeu tantas vezes em seu seio,
aqui estou em frente ao abismo do mar
de onde avisto as Estrelas que brilham
indicando os Caminhos e grandes avenidas
serpenteando por entre as Constelações iluminadas...

O frio me enregela até os ossos e, eu nu como vim ao Mundo,
levanto meus braços querendo tocar o pé daquela Cruz
que assinala entre seus braços a Morada de minhas meninices,
lugar de meus sonhos de Criança na minha infância cósmica...

Ali fui simbólica e literalmente crucificado naquele dia memorável,
quando se desenhou nos espaços do céu de agosto
o Portão por onde eu deveria entrar
para chegar até o centro daquele Jardim inesquecível.
Treze luas deram 13 voltas nas cantigas da roda do Sol...

Agora, um ciclo de minhas vidas infinitas se fecha e,
se abre o Outro que fala de esplendores na luta sem fim da rexistência.
Meus pés já quase se levantam onde a areia é beijada pelo mar,
e o abismo É em cima como É em baixo,
e tenho meus sentimentos e pensamentos de gratidão
unidos e traçando uma linha
que se estende daqui até o “Umbligo del Mundo”...

Parte de minha família galáctica se encontra Lá, agora,
na Cidade Dourada erguida pelos Gigantes Filhos da Luz,
nessa noite que fala de Amizade e Alegria,
que canta melancolias e saudades de minha Tribo Celeste...

Seu Filho que tudo enxerga, e tem a Sabedoria e o Amor
como asas do Condor que vê e cuida da humanidade,
voando na vibração da pauta colorida desenhada pelo Arco-Íris
pode agora me sentir e saber, como sei que eu como pequeno Colibri
faço a minha parte nessa Grande Obra de redenção do Mundo...

Kuichy, Sábio Irmão e Amigo de tempos imemoriais,
seu abraço que me levantou do chão naquele Dia de Re-encontro
ainda vibra em meu peito e todo meu ser é chamado a te dar as mãos.

Hoje, o Peabiru se abre em flores para frente e para cima,
e já vou subindo em Alma - Inka –
para acompanhá-los nessa jornada pelo “Caminho dos Justos”
com toda a Alegria de meu ser - Eu, que me fiz PaqoNawta -
tomo o Barco do Destino, navegador das Estrelas
singrando mares, rios, vales e montanhas feito Menino-Estrela
para chegar contigo “às nascentes, aos campos ensolarados”
junto com outros Irmãos e Amigos vindos dos Quatro Cantos do Mundo...

Inspirado pela Paz, feito pequeno passarinho levanto voo
e sorrio confiante ao perceber, lá de cima,
os Andes com seus picos nevados como a coluna vertebral de Pachamama
se aprumando de norte a sul, estalando luzes por todo o continente,
assinalando aqui na Terra o que É escrito Lá,
na Morada dos Deuses, as várias Casas do Pai
no Lar de cada Família de nossos Irmãos mais velhos e sábios ainda...

Céu que me recebeu tantas vezes em seus braços,
deslizo fácil e sorridente nessas vielas e peabirus celestes,
e daqui a pouco pousarei de novo naquela choupana de pedra,
meu recanto de sossego e bem-aventuranças de outras vidas,
entre as escarpas e despenhadeiros nas cercanias da velha Montanha,
sob os cuidados dos Senhores Apus, os Protetores do Fogo Sagrado...

“Nessa noite que precede o ainda indecifrável amanhecer”*,
nessa “noite de ternura”* quando me aproximo do Lago de toda criação,
tremo co-movido enquanto as flores desabrocham em suas margens
aos primeiros raios de Inti brincando de mãos dadas a Mama Killa...
“Marco inicial”, “hora azul da entrega”*, me junto aos que já chegaram,
e nos sentamos, amorosamente, com nossas ofertas em peito aberto
para saudar aqueles que esperávamos há tanto tempo...

Feliz da vida, ao lado da Menina tão querida das Estradas das Geraes
sabemos que, doravante, as horas, os minutos e o segundos
serão vividos na plenitude do serviço junto com Eles: os Ancestrais.
E, cantamos, e doamos uns aos outros, ali, “nosso velho amor”*...

O Grande Dia está amanhecendo... e não estamos mais sós...

Leo Nogueira Paqonawta

Dia da Amizade de 2012
Ilha e Planeta do Desterro...

* Trechos do poema mais lindo nesse mundo "Junto ao Lótus", de Célia Laborne Tavares (Belo Horizonte/MG/Brasil), publicado em “O Quinto Lótus”, disponível no Blog “Vida em Plenitude”.


domingo, 15 de julho de 2012

..."Sussurro de vozes pequenas ou de barquinhos na água"...


Retorno

Célia Laborne Tavares

De repente, aquela ideia esquisita de estar voltando à infância, ou o pensamento, um pouco alarmante, de não haver saído dela.

As palavras ficaram suaves demais, para quem tivesse ao colo o acúmulo dos dias e o resíduo das amarguras que ficam com o correr da vida.

Parecia o pedaço solto de um tempo antigo!

Súbito, um desapego aos desenganos e as derrotas, um desprezo ao medo como a um desconhecido, até mesmo um desejo de vitória, um sorriso de conquista.

E os olhos, trazendo qualquer coisa de puro e infantil, querendo fazer realidade dos sonhos, aprendendo – talvez contigo – a se sentirem vivos e dizerem carícias.

Até as mãos, num aconchego confiante de quem apenas despertou, movem-se.

De repente, aquela saudade do tempo em que não havia sido chamada e apenas flutuava na vida. Quando toda distância era transponível e os caminhos generosos...

Saudade do primeiro contato com a luz e de seu milagre, dos lábios que não sabiam falar, dos olhos que foram nossos, da primeira madrugada sem noite, da alma latente ou da vibração inicial que modelou a vida.

Retorno aos passos de surpresa e de promessa e às notas pianíssima. Ideia esquisita de regresso à infância ou de permanência, por um instante nela, morando entre brinquedos e conhecendo a primeira dádiva. Sussurro de vozes pequenas ou de barquinhos na água.

Segredo espontâneo do gesto e do riso, como se houvesse franqueza em tudo.

De repente – tu não o advinhas? – uma palavra nova, pouco além de um balbucio leve, ou um canto sem rima certa.

E aquele contato de mãos macias, colhendo pétalas, e o beijo terno que não se prolongou no tempo.

Por um momento, apenas o roçar da infância – agora sem saudade – como um regresso secreto ao ponto-de-partida, para uma visão mais clara da meta percorrida e de chegada.

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domingo, 24 de junho de 2012

No clarear da consciência que é saudade...


Canto Original

Célia Laborne Tavares

A Energia Mãe esboça seus planos em dimensões insuspeitadas que só o transcender da matéria pode explicar. Tudo se transforma junto à Fonte da Vida e o ouvido conhece então, a nota correta do canto original. Nada pode ser perfeitamente descrito no reino da palavra articulada, o silêncio é a senha mais adequada.

No acender das luzes os olhos mais audazes se deslumbram e os lábios calam-se. Por vezes, a mão volta-se para o ponto focal da luz, como se tentasse tocá-la. Ali, o irreal começa a ser possível, o conhecimento desfaz barreiras e limites entre o crer e o viver, o vivenciar e o imaginar.

O pensar é a chave do criar, como o viver é a chave do conhecer. E, Tu que me abriste a porta, toma este canto, este maravilhoso reencontrar, toma em mim o verso e o reverso da ação e faz com que se prolongue esse esplendoroso momento.

No clarear da consciência que é saudade, beleza e paz, há a mais gloriosa promessa para o constante ascender até o reino pleno.

Toma pois meu canto, minha prece, essa tentativa de comunicação total e ensina-me a estabilizar-me nessa morada. O coração é fogo sob o sublimar da matéria bruta que se  volatiza em luz. Toma este canto como nota de retorno.

Amo em Ti o divino caminhar, amo a realização da paz que vai chegar. Amo, em Ti a tarefa que me coube, a verdade que busco, o ideal que ainda não houve. Amo o tempo que passou e o que vai chegar; ambos fundidos nessa hora de Ti amar.

Amo tua força, tua senda de pureza, tua forma de encontrar toda certeza. O serenar do corpo e o silenciar da mente, vejo em tua natureza; como quem busca imperceptível harmonia, singular sutileza.

Amo em Ti a palavra que não dize ainda, o mantra que espero ouvir. Amo tua forma de Ser, teu poder de definir; amo em Ti a hora de chegar e de partir. Saúdo a esperança e a luta dessa hora, a realização que veio e a que ainda demora. Até o mero caminhar, sem rumo, é relembrar de Ti... é a canção do além que fiz nascer aqui.

Nas palavras que deixaste, vejo a expressão divina, o pensamento que se esboça, a luz que me fascina; e o pressentir que tudo anima. 

Olho a ilusão que cai, a paz que chega ou que se vai. Amo o Teu iluminar, como se sintetizasse nele o resumo do que sou, ou o que busco alcançar. Amo em Ti o verdadeiro crescer, desdobrando em teu Ser esse primeiro amanhecer.

Amo a integração na Vida, o puro comungar, o transcender, o firme acreditar. Amo essa transformação que me veio acordar, a matéria que refina, a vibração que ensina.

Confio em cada raio de luz de Teu olhar, amo Teu imaterial abençoar, Teu fluir e Teu iniciar. Amo Tua luta antiga, secular, para o mundo se elevar. Amo em Ti, o que o amor universal pode aprender ou pode dar; o que pode repor ou acrescentar. Amo a incorporação do amor no próprio Amor que é o reto sublimar.

Amo em Ti, o que começa em mim e não mais pode acabar...

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

"Todo meu ser é um apelo diluído no céu"...


Mãos de Cristal

Célia Laborne Tavares

Todo meu ser é um apelo
diluído no céu.

Tu que tens mãos de cristal
desce com elas sobre meus cabelos
porque inútil é o meu mundo.

Tu que despertaste
os olhos dos eternos
desce com mãos de paz sobre meu corpo
porque meu sangue não é da Terra
mas das estradas de Tua luz.

Tu que sonhaste no meu sono
tira o suplício de meus lábios
e me mostra Tua face
onde ainda há pureza
pois o mundo clama
por Tua vinda.

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sábado, 26 de maio de 2012

Quem Sou Eu que mal aprendi a escrever meu nome e já recebo mensagens das galáxias?


BRINQUEDO CÓSMICO

Célia Laborne

Quem Sou Eu que
mal aprendi a escrever
meu nome
e já recebo mensagens
das galáxias?

Translúcidos caminhos
serenas luzes
promovendo-me
a um átomo cósmico?
E a um dinamismo
de esferas mil?

Quem Sou Eu afinal
para, por um instante
perceber o brilhar
e o rebrilhar de estrelas
e de galáxias?

Transpondo meus corpos
sobrepostos
- em densidades várias –
vislumbrando esferas
distantes
e ainda inexploradas?

Que brincadeira cósmica
será essa?

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sábado, 19 de maio de 2012

Mergulhando profundo no mar interior...


O Ser Interno

Célia Laborne Tavares

Aquele que já descobriu a importância do autoconhecimento e o busca intensamente, é como o nadador que inicialmente brinca à flor da água e depois começa a mergulhar cada vez mais profundamente. E quanto mais desce, maior se faz a pressão.

Não se pode ir ao encontro da Luz maior, pensando em facilidade de qualquer espécie. A porta é estreita, o caminho áspero, a cruz pesada. Mas não faltará ajuda e a Luz atrairá mais e mais quem a busca.

É no mergulhar cada vez mais profundo que se vai descobrir insuspeitados tesouros. Muitas vezes se deslumbra e quer-se permanecer junto deles, mas se o fôlego ainda é curto deve-se voltar à superfície, para respirar. De vez em quando vem-se à tona mas sofre-se a lembrança do reino vislumbrado, tocado e deixado, e novamente volta-se à busca.

O impulso para evoluir é uma pressão constante em todos e quando colaboramos com ela, ela nos incomoda menos e passa a nos oferecer gratificações insuspeitadas.

Quanto mais se mergulha no próprio interior mais condições se tem de aprofundamento e de permanência junto às riquezas encontradas. A vida linear da superfície horizontal perde sua grande importância e sua dimensão limitada, para se mostrar uma vertical sem limite.

Quem ouviu, por uma única vez o canto suave e sereno da sereia interior estará enfeitiçado para sempre e destinado a chegar à Luz mais cedo. Sua realidade mais plena centraliza-se na expansão da força interna que ele conhece porque já a tocou e sabe que chegará sempre a ela pelo caminho da purificação, da fraternidade e do sentido de unidade de tudo. Fora disso, são vãs as tentativas de realização, paz ou felicidade.

Quem tem em si a música é forçoso que a palavra cante, quem mergulhou na Luz não pode deixar de espalhar fosforescências em seu caminho; não por determinação própria, mas pelo testificar de sua vivência.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Quero o som cósmico da vida e a fonte da Luz inicial"...


Filha do Espaço

Célia Laborne Tavares

Filha do sol não me identifico
com a terra e passo estrangeira
ante os olhos estáticos de meus irmãos.

Filha do espaço e das estrelas
meu indagar contínuo busca respostas
em horizontes longínquos.
Quero o som cósmico da vida
e a fonte da Luz inicial.

Filha da terra por vezes soluço
no recolhimento do grande silêncio
onde se iniciam os mistérios do Ser,
onde o Sol promete aparecer.

E onde vivo sempre mais
desse prometer.

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terça-feira, 27 de março de 2012

Mãomorleta em estradas de Luz...


Mãos de cristal

Célia Laborne Tavares 

Todo o meu ser é um apelo
diluído no céu

Tu que tens mãos de cristal
vem com elas sobre meus cabelos
porque inútil é o meu mundo

Tu que despertaste os olhos dos eternos
desce com tua paz
porque meu sangue não é da  Terra
Mas das estradas de Tua Luz

Tu que sonhaste no meu sonho
tira o suplício de meus olhos
e me mostra Tua face
Onde ainda há pureza

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Foto/montagem com Constelação das Plêiades.

domingo, 25 de março de 2012

Doce sensação da mais suave das flores...



A Blessing

Swami Vivekananda

The Mother’s heart, the hero’s will,
The softest flowers’ sweetest feel;
The charm and force that ever sway
The altar-fire’s flaming play;
The strength that leads, in love obeys;
Far-reaching dreams, and patient ways,
Eternal faith in Self, in all,
The light Divine in great, in small;
All these and more than I could see,
Today may “Mother” grant to thee!

Feliz Aniversário, Célia Laborne Tavares n'O Quinto Lótus...
Feliz Todo Dia, Sempre!
Com carinho e gratidão de Leo Nogueira - O Nawta

Escrito a Miss Sturges Alberta de Perrors Guirec, Bretanha, França, em 22 de setembro de 1900.