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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cosmocidão: o universo numa casca de "osso"


Cosmocidadania

1 . Definição. Cosmocidadania é a percepção consciente de que somos cidadão do cosmo, alunos mais graduados da cosmoescola, com os direitos e responsabilidades advindas disso. É tirarmos o RG de cosmocidadão e entrar no engajamento cósmico.

2 . Cidadãos. Nós habitantes do planeta terra ainda não temos a noção da cidadania cósmica. De sermos parte integrante do universo, na nossa poeira cósmica que chamamos de mundo, que ainda achamos que é o centro do universo, que alias, para o ser humano, só existe um, que somos a glória da criação. Que a vida a base de carbono é o primor da criação.

3 . Globais. Ainda nem seque conseguimos chegar a sermos cidadãos globais. Pensamos que o nosso pequeno bairro aonde nós vivemos é o mundo todo e que somos o centro do mundo.

É a nossa religião,
A nossa democracia,
O nosso comportamento sexual,
A nossa civilização,
O nosso estilo de vida

4 . Exemplo. Que deve ser exemplo para os outros povos do planeta. E aí de quem pensar diferente. Defendemos essa verdade absoluta com unhas e dentes.  O pau vai comer. Para isso temos exércitos, armas, armas de destruição maciça, etc.

5 . Cidadão. Para ser cidadão do cosmo alguns pontos têm de ser superlativos: Max maxamizade, Max maxecumenismo, Max multiversalismo, etc.

6 . Engajamento. No engajamento lúcido através do princípio ‘no’ milimetrismo começamos com:

. Consciência participativa - Primeiros passos participando  racionalmente na sua rua, comunidade, associação, trabalho.

. Consciência cidadã - Fiscalizando, cuidando, agindo, opinando, criticando construtivamente, na sua cidade, estado, pais, organismos internacionais.

. Consciência global - Promovendo, divulgando, pesquisando a união entre os povos, entre os países, entre os continentes, através da maxamizade, multiversalismo, maxecumenismo, sonhos lúcidos em todos os níveis.

. Consciência cósmica - último passo dessa caminhada.

Reproduzido de Conscienciocritica
01 mai 2014


Reflexões sobre Professores, Crianças e uma Escola para a Cosmocidadania

Um beijo para todas vocês, professoras que fazem a diferença nessa des-coberta amorosa do mundo, nesse re-evolucionar das artes na Educação, no ser o melhor de si mesmas para que se dignifique  e respeite o direito que essa meninada bacana tem de viver num planeta melhor, numa pedagogia honesta e comprometida com o Bem Viver...

Dia após dia naquela Escola que me recebeu com tanto carinho, levado pelas mãos da Professora Jucirema, vou me apercebendo cada vez mais que Educação passa por esse saber/fazer/poder/amar que, muiiiiiiiito além do ensinar-aprender, é um processo de DES-COBERTA de tudo e do todo... que não tem fim...

E, vou "sacando" que o caminho é assim, do co-participar e brincar mesmo, num sentido de co-mover, de com-paixão, de con-verter-se numa comum-única-ação contida nessa palavrinha tão simples e en-graçada - cheia de graça - que é BRINCAR...

Com aquele maluco beleza do Frederico - Nietzsche - esse JOGO DA CRIAÇÃO (aiônico) força que sobe das mais profundas entranhas da gente como ser humano mediando o Cosmos, vou des-cobrindo também o que é me deixar numa MENINICE que vibra nessa cosmocidadania, num diapasão com a criançada que faz a gente se sentir humilde e grato no caminho de amadurecimento, de uma Sabedoria que harmoniza informação/conhecimento/saberes/fazeres naquela dimensão de amor, algo tão "natural no universo... do micro ao macrocosmo, na luz que permeia tudo isso...

Eu é que tenho de agradecer vocês que estão se esforçando ao máximo para serem excelentes profissionais nessas lutas da Educação, pela Educação, com a Educação, apesar de tantos desmazelos...

Outra palavrinha boba e pititinha: CUIDAR... 

Cuidarmos e  bem querermos uns dos outros, nos humanizarmos, sorrirmos, sermos gentis e amorosos, com-passivos na ação pro-ativa para alegrar o mundo... relevarmos as pequenas tolices que o estresse do dia a dia nos impõe, porque a única coisa que será eterna em todas as transformações pelas quais todos passam, é que tudo no final das contas, é luz trans-formando e re-criando os universos...

Sejamos luz, assim, dessa que es-clarece ao invés de entristecer... sejamos o melhor de nós mesmos em cada pequeno passo, que um dia todos chegaremos lá na frente, sábios, amadurecidos, cada vez mais responsáveis nas tarefas que assumirmos...

Para vocês Pibidetes e querida Professora Jucirema, meu muito obrigado por essas lindezas que vão re-criando e nem querendo as crianças, uns aos outros e o mundo...

Bem que vejo vocês todas nessas maluquices de sendo professores, vão se trans-formando em crianças...

Beijo

Leo Nogueira Paqonawta
21 nov 2012
PIBID UFSC Pedagogia na SEPEX



Leia também:

"O Universo numa casca de noz", por Stephen Hawking, clicando aqui.

sábado, 17 de novembro de 2012

Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?


Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?

Quando a polititicagem da ilha de “belezas sem par” e da Santíssima Catarina da Tríplice Aliança se prestarem a encarar e assumir suas responsabilidades pessoais/coletivas nos cargos que ocupam, prestando o necessário serviço à sociedade ao invés de apenas mamarem nas tetas cornucópicas dos poderes, vai que tudo não apenas se disfarce de “paz” e “tranquilidade pro nosso cidadão”, e a situação volte “a “normalidade”, “cessem” os “transtornos” e que “o bem já venceu o mal”...

Assim disseram, com cara de compungidos borocoxôs, as apresentadoras do Jornal do Almoço RBS/SC 17/11/12), e o presidente da SETUF – o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis – parecendo demonstrar infinita preocupação com a qualidade vida dos motoristas, cobradores e passageiros. Além disso, sabemos da preocupação em relação ao patrimônio (não segurado) de suas empresas. Cenas anteriores e seguintes, Carnafloripa, festival de música eletrônica, reforço da PM contra o “terrorismo”, uma outra notícia final sobre “solidariedade” para afagar o coração dos espectadores/consumidores tão “quiridos”.

Tudo normal para a mídia no papel dela de des-informar e manter a notícia quentinha na cabeça do povo sob os panos com suas chamadas urgentes, seus plantões de notititícia das fofocas que aquela “gente faz pra você”... O jornal foi muito, digamos, mixuruca, pois que não botaram mais fogo pelas ruas para que o show midiático fizesse as delícias da dieta informacional do dia. Ó céus, ó azar...

Que “normalidade” seria essa para esse “pedacinho de terra perdido no mar”? Que a polititica e os des-mandos continuem na paz da mesmice desse “amor” e solicitude dos poderosos pela ilha? Que se apagassem os focos de uns incêndios para que esses não revelassem outros?

No mais, que “bandidos” são esses cujos alvos são “aterrorizar” a população atacando os motoristas e cobradores dos ônibus, os PM nos postos guardando a serenidade dos que dormem sossegados pela madrugada? Esses pobre-coitados são tão explorados pelo “regime” quanto a população pé de chinelo que segue aflita pela vida e seus afazeres, quando era feriado nessa sexta (16/11) apenas para expressiva parte dos servidores públicos estaduais, e seus digníssimos representantes da elite de raposas velhas e novas da polititica regional...

E, de qual “bandidagem” estamos tratando? De laranjas pés de chinelo, explorados que entopem as cadeias e cumprem ordens de outros mandatários, ou dos que cometem os crimes de estelionato, prevaricação, improbidade administrativa, também soltinhos da silva que trabalham e moram muito bem, e muito além das zonas de maior “periculosidade”? Esses não andam de ônibus em comboio, escoltados pela PM solícita na defesa dos “cidadãos”.

Se por uma infelicidade e completa atrocidade fossem os alvos as lanchas e carrões importados, os domicílios nobres ou as cadeiras almofadadas de gabinetes de poderosos, aí sim, que o ”high society “ de uma Florianópolis em chamas teria abalada as mais sacrossantas bases da ordem e do progresso republicando tão formosamente representados pelos diligentes e dirigentes das santíssimas alianças que se fazem aqui na Capitania Hereditária há 500 anos.

Fazer promessas “Por uma cidade mais humana” é fácil, fácil, quando o real interesse dos nobres mandatários legitimados pelo voto parece ser manter a desordem, e a confusão generalizada, para que eles mesmos se apresentem como os salvadores da pátria e de tudo o que desassossega o cidadão/eleitor.

Será que os quase não eleitos César Júnior e João Amim vão se prestar a fazer mais que “sincronizar os semáforos” para resolver os problemas de trânsito do município ou, segundo seu folhetim eleitoreiro, ir além da constatação de que “a Guarda Municipal é uma fábrica de multas” e ele “vai cuidar das praças e da porta das escolas para a proteção de nossas crianças”? Aliás, nem deram ainda as caras para falar do assunto ao povo, ao cidadão aterrorizado...

Quem sobreviver às noites e dias de “terrorismo” verá o que virá: aumento das tarifas do transporte urbano, engarrafamentos de verão, acidentes e mortes, falta de infraestrutura, navios e cruzeiros que não atracam, falta de água, e a mesmice da “paz” na ilha da fantasia no verão que chega e das estações que se sucedem inalteradas.

Que os defensores do voto branco e nulo no segundo turno das eleições em Florianópolis sejam os primeiros da fila a enfrentar os cacetetes, bombas de gás lacrimogêneo e tirania, da PM e dos guardadores das virtudes republicanas que nessa semana saíram em prestimosa defesa dos cidadãos e cidadãs da Grande Florianópolis e do Estado da Santíssima e milagreira Catarina. Esse circo polititico e midiático armado com idiotas mal humorados, no picadeiro e nas arquibancadas, vai pegando fogo...

Sairá tudo no Jornal do Almoço e nos “shows da vida”, no prato feito da notícia entre sangue, ostras e champanhes importadas, com as inevitáveis matérias requentadas do arrozinho com feijão da mídia, como é feito todos os anos... e os borocoxôs seremos muitos de nós a assistir a mesmice, omissos e coniventes com tantas “belezas sem par” nos horrores que acontecem e arranham a imagem da “capital do turismo do Mercosul” com Índice de Desenvolvimento Humano e delírios de grandeza na estratosfera, afofando almofadas, esquentando travesseiros e assentos, acompanhando a propalada calamidade pública pelas telas. Vidiotas e cidadãos sem direitos, com indigestão crônica pelo que essa classe dominante nos enfia goela abaixo, alienados de qualquer traço de dignidade humana.

Quando a consciência cidadã estiver no limite da azucrinação e indignada com tantos bandidos, malfeitos e mal-feitores da senzala política e midiática é que mais que um milagre acontecerá nessas bandas. Com tantas notícias muitas vezes bem plantadas, com requintes tecnológicos, cores e gostos para a persuasão do povo espectador de tantas des-ordens, há que se ir até as raízes dos fatos para des-cobrir o que produz tudo isso e, lutar para a vivência e plenitude dos direitos nesses mares, ilhas e desertos com suas “matas escuras” de caçadores e caças de culpados, de bandidos e mocinhos na luta do bem contra o mal nesse mundinho de falta de vontade de mudar, de não transformar nada.

E eu com isso?

Eu creio que sobra incêndio onde falta luz interior... e, o que seja bondade e ruindade começa ali, bem dentro da gente.

Então, vou me fazer, ser e sentir “caçador de mim”. Querer ser nessa vida nos faz assim, estar numa ilha e nesse mundo sem ser deles, “sem nada a temer, senão o correr da luta”, sonhando e realizando, dia a dia na des-coberta de uma vida, do bem conviver e do bem viver para todos... consciência cosmocidadã...

Seguir nesse caminho de amadurecimento e aprofundamento, na com-paixão, na paz e alegria com o Outro, na Educação vivida com amor, porque “ordem e progresso” num sentido mais profundo só virão quando formos conscientes de nossa dignidade, responsáveis com a devida coragem e boa vontade para mudar o que seja preciso na busca e na entrega a uma harmonia que promova a re-evolução, pessoal, comunitária, fraternal, verdadeira solidariedade que co-mova os corações e mentes numa comum-única-ação, ascensão numa luz que incendeia o universo...

As estrelas que o digam, e nos indiquem esses possíveis caminhos para nos e-levarmos a esse Outro Mundo tão querido...

Leo Nogueira Paqonawta