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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Somos como eternos recién llegados...


Antiguos recién llegados

Miguel Ángel López-Hernández
O Vito Apüshana  

Por el camino a Palaausain, cerca de Porshiina,
los conejos bailan una danza secreta,
con las culebras kashiiwano’u…
y los niños pastores ahuecan sus manos
para inventar los silbidos: ¡Waawai! ¡waawai!…
y el monte se descubre en cien senderos:

el de la piedra y el polvo
el del agua y la sombra
el del sueño y la risa
el de la trampa y el temor
el de la mujer y la fiesta.

Por el camino a Palaausain, cerca de Ouutüsumana,
los wanülüü beben chicha
en los ranchos abandonados…
y el silencio trae el diálogo oculto de los muertos.

Así vemos que nuestro antiguo mundo
es, aún, sonriente aprendiz de la vida.
Somos como eternos recién llegados.

Sümaiwajana antüshiiyünaya

Süpüneru’upünaa Palaausain, peje sünain Potshiina,
na atpanaakana emi’ijüshii wanee yonna matüjaaju oo’ulu,
sümaa tü wui kasiwaano’uluirua…
je na tepichi arúleejüliikana ko’usü natuma najapü
süpüla eeinjatüin natuma newiirairua: ¡waawaai!¡waawaai!…
ye tü mojuuikaa atüjaana oo’ulu kalu’in po’loo shikii wopuirua:
tü ipakaa je pali’ikaa
tü süpünekaa wuin je ayolujuu
tü süpünekaa lapü je asiraa
tü süpünekaa emeejia je keemaa
tü süpünekaa jierü je mi’ira.
Süpüneru’upünaa Palaausain, sa’ato’u Ouutusumana,
na wanülüükana asüshii uujolu
sulu’u tü miichineeinchikikalüirua…
je tü yüü’ütüikaa süntirüin nayorolo nanujuralakaa na
outushiikana.Vito Apüshana
Sükajee tia we’rüin tü wakuwa’ipa sümaiwajatkaa
shiayülia, tü süsiramaain tü sünainwaakaa atijaa tü akuwa’ipaakaa.
Wayakana müshii saa’in weinshi antüshiiyünaya.



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domingo, 4 de março de 2012

O Barco do Destino segue rumo às e-ternuridades... lá, para Yvi-Marã-Ey...


De Alma nua...

O Barco do Destino segue rumo às e-ternuridades... lá, para Yvi-Marã-Ey...

De tanto sair/ficar a sonhar em buscas, um dia o Destino fez chegar à praia tudo aquilo que confidenciei ao Mar de Estrelas por anos a fio... minhas entregas... tecidas em orações cada pérola saudosa de meus olhos, cada pétala de bem-te-quero à vela desfraldada ao sabor dos ventos do Outro Tempo/Espaço...

Partir... Chegar... Ponto de Encontro e Contato nessas Estações por onde passamos nos caminhos dos Quatro Cantos do Mundo...

Velejar menino... soltando âncoras, lançando proa montanhas acima, subindo em voltas espiraladas... segurar o leme confiante, e com outra mão a deslizar nas ondas iluminadas dessa Via Láctea...

Desenhei-me também todo iluminado assim, anos e anos atrás quando o Peabiru me apontou Yvy-Marã-Ey lá longe...

E, eu mal sabia e, certamente, nem imaginava como, quando, onde e por que um sonho se realizaria, até que as surpresas da  viagem me trouxeram à praia, ao alcance de meu toque, aquela Flor cujo perfume revela lampejos de paisagens distantes que um dia - espero que finalmente - terei a Graça de conhecer...

As “terras sem males” é mais que uma promessa e, se perdida que foi nas brumas das escuridões passadas e na “penumbra do incompleto”, o Grande Dia se aproxima embelezando tudo, renovando esperanças, re-fundando jardins, traçando cantos e canteiros em outras perspectivas...

Sintonizo... Sento-me à praia, mas não tão sozinho... Sinto-me entregue ao amadurecimento e à harmonia enquanto se desabrocha aquela “planta nova”... até que o Tempo/Espaço seja propício a partir para o lago entre as Montanhas onde se acendeu aquela Luz...

E, agora, como a Menina-Irmã Poetisa das Geraes, em Silêncio... querendo não me afogar em saudades entre “lirismo e luzes cruzando céus”...


Os sonhos de bem-aventurança vão se realizando em meio às tormentas, e vou seguindo, re-desenhando.... em Alma Nua...

E, eu deslizo... rumo ao Jardim onde há Luzes, Amor e Poder para entre flores ser... E, “viver menino, morrer poeta” muito além dos muros onde mora omal...

Porque o Barco do Destino segue rumo às e-ternuridades... lá para Yvi-Marã-Ey...

Leo Nogueira - O Nawta