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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Meu Dia Fora do tempo... 2018

Dia Fora do Tempo 2018

E, Eu re-encontrei Contigo... Comigo...

As Sete Direções Galácticas

Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.

Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.

Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.

Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.

Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.

Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.

Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.

Evan Maia E Ma Ho*

* A Paz da natureza e do Cosmos seja em Todos e em cada Um... e Contigo Comigo...

26 de julho 2012/2018 Estotorado
Meu Dia Fora do Tempo


Dia Fora do Tempo 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

As notititícias da dieta informacional de cada dia...



As notititícias da dieta informacional de cada dia...

Leo Nogueira Paqonawta
Filosomídia

O que digerimos do que a “mídia” histérica – mas sagaz – nos “alimenta” cotidianamente fermenta esse “angu de caroço” numa sociedade que devora a notititícia como se fosse morrer caso não chupasse, até à medula, do osso duro de doer da receitinha dos “jornais do almoço” que estão por aí, Brasil e mundo afora...

Essa sociedade midiaticamente obesa está adoentada e vidiotizada, sem perceber isso quando se põe à frente das telinhas e páginas dessas empresas de anti-comunicação definindo gostos, paladares e o menu da discussão que vai engasgando a todos 24 horas por dia, sete dias por semana, ano após ano...

Quantos de nós já paramos para ver – e re-ver, re-fletir, re-pensar - como as redes de anti-comunicação anunciam o prato do dia desde a noite anterior e seguem pela madrugada e manhãs, requentado a marmita do vomitório dos especialistas de plantão em assuntos de toda e qualquer ordem?

Quem são esses homens e mulheres, apresentadores e porta-vozes de uma maneira de ver o mundo que nos impõem como única maneira de crer?

Para a população ingênua e adestrada no consentir ao discurso da ordem do dia, como não acreditar nessas pessoas bem apessoadas e vestidas nos trinques que desfilam das “antigas” bancadas de locutores para o passeio pelas telinhas, em geral esfregando as mãos como querendo expressar que “já estamos no papo”, deles?...

Aquela infeliz adolescente de Florianópolis com o seu “Diário”, alçada ao estrelato nos programetes que fazem sucesso nas grandes redes - e na “Rede Social” da hora - é uma dessas vítimas da dieta informacional que nos enfiam goela abaixo pelo dia inteiro, por todas as formas. O caso é que, de vítima, ela (e com certeza seus familiares) passaram (talvez) inconscientemente à condição de co-autores dos crimes perpretados em nome da liberdade de expressão por essas companhias produtoras e distribuidoras de informação como entretenimento, cereja do bolo da des-informação em suas receitas sensacionalistas.

O que parece ser democratização das vozes, “pelos”, “através” e “dos” meios de comunicação não é senão demoniocratização, demonização de uns ou alguém, aquela coisa de apontar e achar culpados nisso e naquilo quando todos temos o rabo preso a esse sistema de coisas que impera em nossas vidas: a conveniência, a conivência, o comodismo, a hipocrisia como máscara no modo de ser desse capitalismo.

E, a histeria se retro-alimenta a cada “tocar” no assunto e no passar do dedo/mouse nos links que jorram des-informação, futricas, fofocas, meias-verdades e completas mentiras que fazem a delícia de todos os que consomem essa lavagem cerebral que nem porco aguenta, inclusive dos que também são chamados de PIG, aqueles que são os donos por detrás dessa lambança do chiqueiro midiático.

Haja colesterol ruim nas veias de quem tem sangue de barata que devora tudo isso, esse tititi e dis-que-me-diz disfarçados de “notícias” relevantes, que não podemos deixar de saber, e consumir, de sair de casa sem sabê-las, de tê-las instantaneamente, aonde estivermos, ao toque de um dedo no aplicativo das engenhocas tecnológicas que tantas pessoas têm acesso cada vez mais.

Essa neurose doentia e insana toda é que produz esses infelizes momentos protagonizados por uma adolescente indisfarçavelmente de poucas palavras, e de muitas tecladas, obviamente secundada por um “staff” que lhe apoia, e outro que se aproveita da situação para criar mais e mais des-entendimento e confusão premeditada, calculada milimetricamente como ração de engorda dessa vara desvairada e incauta, ingênua, em-bobecida, vidiotizada, que coloca sua fé naquilo que lhe dizem, justamente por não terem opinião formada sobre nada.

Na ampliação dessa específica fala postada nas redes é que aquelas empresas também engordam seu faturamento, porque elas sobre-vivem das esmolas e dos restos de cada um que consome, ou paga com suas moedinhas para ter acesso a toa essa dieta, os sub-viventes.

Também não é à toa que até nos supermercados as gôndolas próximas aos caixas se enchem de revistas das mesmas companhias monopolizadoras, para que os compradores desse modo-de-vida enfiem nas sacolinhas plásticas a mais recente dica disso e daquilo, os moldes do vestido e do cabelo da fulana de tal, as receitas requintadas, o corpitcho do galã desnudo, os guias de viagem e de carros, os jornalecos com toda sorte de anúncios que vão misturados aos potes de manteiga e salsichas, sacos de arroz e feijão, o pão deles - das mídias - de cada dia. Tudo parece tão normal, essa oferta opressante e agressiva de quinquilharias do mundo do consumo...

Essa liberdade de opressão das empresas chamadas de “mídias”, que monopolizam o discurso, a voz, a fala também em nome a democracia teria limites? Quem dá ou determina os limites contra esse assédio sem fim das mídias? O marco regulatório a partir do governo, as ONGs, a sociedade civil, as donas de casa, os pais e responsáveis, a comadre e o compadre de nossa madrinha ou padrinho, os avós ou tias, as instituições de defesa dos direitos humanos, os sindicatos, as associações de classe, as escolas, os professores?

O caso é que a indigestão midiática está posta como mal do século sem que quase ninguém se aperceba disso muito claramente.

As escolas como aparato ideológico do mercado - capitalista, diga-se de passagem - são no mais das vezes des-merecedoras de recursos constitucionalmente determinados para a Educação, e professores fazem o que podem, e até onde têm forças, para que os projetos políticos pedagógicos de cada unidade escolar contribuam para a boa formação das crianças e adolescentes em nosso país. Tantas outras vezes acabam se rendendo à reprodução desse estado de coisas des-humanizante que muitos polititicos fazem questão de perpetuar, esses mesmos que se fazem vassalos do sistema hegemônico e consagrado ao consumo desmedido. Eles até são pagos para isso..

E, as notititícias, como fofocas e futricas diárias desse mundo agonizante, vão e vêm em todos os horários, nobres e plebeus de todas as classes de consumidores, trazidos pelas empresas e grandes corporações que controlam os meios comunicação.

Salve-se quem puder dessa dieta informacional cada vez mais intragável e, quanto pudermos, muito bom ter os olhos críticos muito maiores que o que nossa barriga, e paciência, possa suportar. Chega um dia, ou uma hora, em que não dá mais pra ficar chupando o dedo, até o osso, olhando tudo isso passar à nossa frente e, é preciso agir e re-agir, indignar-se contra isso, contra qualquer forma de opressão e agressão, seja das mídias e, até mesmo quando no caso ela venha no que aparentemente seja por uma adolescente que age “sozinha” nas redes sociais.

Em sã consciência, nós não devemos ser cúmplices disso, dessa liberdade de opressão e opinião que com o tempo enche tanto o saco - o de plástico do supermercadinho da mídia e o metafórico - que é preciso dizer basta! Basta de re-produzir a opressão, a agressividade legitimada pela mídia que diz saber das coisas e ser a dona da verdade! “Hay que endurecerse” contra qualquer tirania...

No mais, “deixai vir às mídias as criancinhas”, porque vai que aqueles que se fazem mesmo de crianças é que têm algo realmente importante, e digno, de relatar, de falar, de com-partir ao mundo sob os únicos holofotes de uma alegria interior que re-encante e eleve o mundo e suas gentes...

Que isso seja aspirado e possível, também e especialmente, pela escola pública, por sua comunidade compromissada e responsável, engajada e sincera nos esforços pela Educação de qualidade, com dignidade, paixão, bem querer e bem viver para todos.

...

Bem que vejo tudo isso...

Bem te quero, crianças... e adolescentes, homens e mulheres com direitos e deveres nesse mundo que necessita tão urgentemente dessa Educação, e da mais pura alegria de viver, de ternuras e amores tão esquecidos por nós...

...

Leia também:

Postagem de Sérgio Cardoso Morales sobre o "Diário de Classe" no Facebook, clicando aqui.

"Manifesto das Crianças" clicando aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Meu Dia Fora do tempo...


E, Eu encontrei com Todos Vocês... em Mim...


As Sete Direções Galácticas


Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.

Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.

Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.

Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.

Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.

Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.

Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.

Evan Maia E Ma Ho*

* A Paz da natureza e do Cosmos seja em Todos e em cada Um



Las Siete Direcciones Galácticas

Desde la casa Este de la Luz
la sabiduría se abre en aurora sobre nosotros
para que veamos las cosas con claridad.

Desde la casa Norte de la Noche
la sabiduría madura entre nosotros
para que hagamos la voluntad de la existencia.

Desde la casa Oeste de la transformación
que la sabiduría se transforme en acción correcta
para que hagamos lo que haya que hacerse.

Desde la casa Sur del Sol Eterno
la acción impecable nos da la cosecha
para que disfrutemos los frutos del ser planetario.

Desde la casa Superior del Paraíso
donde se reúne la gente de las estrellas y
nuestros antepasados
sus bendiciones llegan hasta nosotros ahora.

Desde la casa Interior de la Tierra
el latido del corazón del cristal del planeta,
nos bendice con sus armonías
para que ( por ejemplo : pongamos fin a las guerras y …)

Desde la Fuente Central de la galaxia
que está en todas partes al mismo tiempo
todo se reconoce como luz de amor mutuo.

Evan Maya e ma Ho*

* Sea la paz de la Naturaleza del Cosmos en Todos y en cada Uno.
(¡Salve la armonía de la mente y la naturaleza!)



The Seven Galactic Directions

From the East, House of Light,
may wisdom dawn in us so
we may see all things in clarity.

From the North, House of Night,
may wisdom ripen in u
 so we may know all from within.

From the West, House of Transformation,
may wisdom be transformed into right action,
so we may do what must be done.

From the South, House of the Eternal Sun,
may right action reap the harvest
so we may enjoy the fruits of planetary being.

From Above, House of Heaven,
may star people and ancestors be with us now.

From Below, House of Earth,
may the heartbeat of her crystal core
bless us with harmonies to end all war.

From the Center, Galactic Source,
which is everywhere at once,
may everything be known as the light of mutual love.

Oh Yum, Hunab Ku, Evam Maya E Ma Ho!*

* Oh mother, source - the harmony of mind and nature.

domingo, 24 de junho de 2012

No clarear da consciência que é saudade...


Canto Original

Célia Laborne Tavares

A Energia Mãe esboça seus planos em dimensões insuspeitadas que só o transcender da matéria pode explicar. Tudo se transforma junto à Fonte da Vida e o ouvido conhece então, a nota correta do canto original. Nada pode ser perfeitamente descrito no reino da palavra articulada, o silêncio é a senha mais adequada.

No acender das luzes os olhos mais audazes se deslumbram e os lábios calam-se. Por vezes, a mão volta-se para o ponto focal da luz, como se tentasse tocá-la. Ali, o irreal começa a ser possível, o conhecimento desfaz barreiras e limites entre o crer e o viver, o vivenciar e o imaginar.

O pensar é a chave do criar, como o viver é a chave do conhecer. E, Tu que me abriste a porta, toma este canto, este maravilhoso reencontrar, toma em mim o verso e o reverso da ação e faz com que se prolongue esse esplendoroso momento.

No clarear da consciência que é saudade, beleza e paz, há a mais gloriosa promessa para o constante ascender até o reino pleno.

Toma pois meu canto, minha prece, essa tentativa de comunicação total e ensina-me a estabilizar-me nessa morada. O coração é fogo sob o sublimar da matéria bruta que se  volatiza em luz. Toma este canto como nota de retorno.

Amo em Ti o divino caminhar, amo a realização da paz que vai chegar. Amo, em Ti a tarefa que me coube, a verdade que busco, o ideal que ainda não houve. Amo o tempo que passou e o que vai chegar; ambos fundidos nessa hora de Ti amar.

Amo tua força, tua senda de pureza, tua forma de encontrar toda certeza. O serenar do corpo e o silenciar da mente, vejo em tua natureza; como quem busca imperceptível harmonia, singular sutileza.

Amo em Ti a palavra que não dize ainda, o mantra que espero ouvir. Amo tua forma de Ser, teu poder de definir; amo em Ti a hora de chegar e de partir. Saúdo a esperança e a luta dessa hora, a realização que veio e a que ainda demora. Até o mero caminhar, sem rumo, é relembrar de Ti... é a canção do além que fiz nascer aqui.

Nas palavras que deixaste, vejo a expressão divina, o pensamento que se esboça, a luz que me fascina; e o pressentir que tudo anima. 

Olho a ilusão que cai, a paz que chega ou que se vai. Amo o Teu iluminar, como se sintetizasse nele o resumo do que sou, ou o que busco alcançar. Amo em Ti o verdadeiro crescer, desdobrando em teu Ser esse primeiro amanhecer.

Amo a integração na Vida, o puro comungar, o transcender, o firme acreditar. Amo essa transformação que me veio acordar, a matéria que refina, a vibração que ensina.

Confio em cada raio de luz de Teu olhar, amo Teu imaterial abençoar, Teu fluir e Teu iniciar. Amo Tua luta antiga, secular, para o mundo se elevar. Amo em Ti, o que o amor universal pode aprender ou pode dar; o que pode repor ou acrescentar. Amo a incorporação do amor no próprio Amor que é o reto sublimar.

Amo em Ti, o que começa em mim e não mais pode acabar...

Conheça o blog da poetisa, Vida em Plenitude, clicando aqui.

sábado, 12 de maio de 2012

Para Minha Tia Inesquecível: Terezinha de Antônio, tão Marília de Dirceu...


Para Minha Tia Inesquecível...

Terezinha de Antônio... tão Marília de Dirceu...

Naquela manhã de sábado eu cheguei à sua casa com um simples botão de rosa branca com um fio dourado fazendo um laço no caule - lá da Feira das Flores - para expressar meu carinho à matrona por direito de nossa família. Era seu Feliz Aniversário e, todos os presentes, estivemos felizes na Presença dela...

Dias antes disso, quando ela me abriu a porta com seu sorriso e olhos iluminados naquele tom sonoro e cantante tão dela, vi a imagem e semelhança da minha avó saudosa, sua mãe Nhazinha. Mas, era ela mesma, Tia Tetê, inconfundível no acolhimento ao sobrinho desterrado, xará do chaveiro que ainda balançava à porta marcando o compasso de nosso abraço e beijo saudoso.

O cheiro que só tem naquela casa, o perfume dela, tudo era fresco e dizia de manhãs de infância e juventude na algazarra de todos os encontros passados e na boa lembrança que esvoaçam ao redor do coração e da mente. Às vezes, o aroma era de bolo de fubá com cobertura de açúcar e laranja, de cafezinho passado na hora. Tradição daquelas tardes de 15 horas da casa do vovô e vovó de repartir pão e carinho. Entretanto, lá, agora o ambiente respirava outra suavidade, aquele que pedia recolhimento e oração, amor desdobrado ao seu companheiro já como Venerável Ancião que ela cuidava com desvelado e incondicional amor.

Era ela mesma, a Terezinha. A que sabe cuidar de todos como aquela xará dela, com a autoridade da mãe que dava colo a quem necessitasse do regaço amoroso, para ouvir e sentir palavras e gestos de vontade de amar. Mais ainda, de amar com boa-vontade.

Cada recanto daquele lar era para mim um santuário com boas re-cordações por tantos momentos passados na convivência com aquela família. Deus os juntou por laços que coube a ela envolver cada um como se fizesse um buquê, de almas em botões coloridos e diferentes, que lhe enchiam o peito e os dias em dedicação a cada um de uma maneira diferente na nossa necessidade, mas igual na amorosa atenção que enlaçava a todos. Nesse ponto da afeição materna ela era de dar nós, apertados...

Re-cordar o Tio Toninho era re-entre-laçar pensamentos amorosos com ela ao lado dele onde quer que minha mente pudesse alcançar. E, a história comum aos dois é a de uma bio-duo-grafia que não se consegue separar onde começava um e terminava o outro, tal o entranhado amor que abraçava os dois em vida que construiu em torno deles um Altar de Afeição, quando cabia a nós todos tão somente ajoelhar para pedir benção. E, assim certamente foi desde os tempos de namoro sob caramanchões ou entre os canteiros da Pracinha Marília de Dirceu. Depois, além no Tabernáculo do matrimônio que os reuniu desde então, e para sempre.

Dizemos que Deus escreve certo por linhas tortas quando lamentamos a desafortunada sorte que bate à nossa porta, reclamando nossa esmola de dor no sofrimento que não nos falta nas carreiras do destino.

Mas, há casos raros, e de uma beleza poética infinita, quando o Pai escreve, em fio de ouro nas linhas tortas do caminho incerto de nossa romagem terrestre, o nome daqueles que se encontraram por uma razão que desconhecemos, mas que a tudo transforma, mesmo as dores em amores. Isso, para que nos inspiremos a não perder o fio da meada dos novelos e novelas do drama da vida a se desenrolar rumo às ascensões.

Só mesmo nas Minas Geraes para essas coisas acontecerem, quando o Cupido tem o dom de flechar dois corações que se unem em verdade, para inspirar gerações sobre o que é o Amor “ferindo o peito” da maneira mais prazerosa que existe, com esse sentimento compartilhado de maneira a re-unir, para sempre, na Verdade Dele que liberta de todas as prisões, degredos, exílios, desterros ou separações.

Eu não imaginaria, nunca, que isso acontecesse assim, de repente, ali como vida entre versos e reveses, entre linhas e laços, tecendo pela trama do Amor ao alcance de nossos olhos que tiveram a benção de partilhar e receber energias nessa aura multicolorida, nessas vidas cheias de bem-aventuranças que re-conhecemos mais e mais como uma página rara da trama da vida, um capítulo poético que mal merecemos e, infinitamente necessitamos para que se aprofunde em nós o senso correto do que seja Amor...

Antônio e Maria, saídos das páginas da vida inspiradas em mil confidências dessa solicitude que só têm aqueles cujo Amor Verdadeiro vence a própria morte, e vai e volta no Tempo/Espaço perfazendo um trajeto entre Mente e Coração elevando-se nos pensamentos e sentimentos desse tesouro que traça nenhuma corrói, ladrão nenhum percebe a riqueza do Espírito se revelando na sua mais alta expressão. Quintessência do Amor em Poesia...

Dirceu e Marília voltaram a passear de mãos dadas naqueles Jardins de caramanchões de Estrelas ao infinito, entre jabuticabeiras e macieiras celestes e o Flamboyant explode em florzinhas avermelhados por Primaveras de e-ternuridades, onde o Cupido voa beijando os mil buquês nos galhos daquela Árvore Bendita.

Antônio Gonzaga e Maria Dorotéa, Antônio de Pádua e Maria Terezinha, e também Drummond e sua Julieta, agora dão-se as mãos entre os canteiros lá nas alturas, porque aquilo que Deus une na Terra, une também para sempre no Céu pelos fios dourados do Amor Eterno. O “Amor jamais acaba”, e tampouco jamais se separa o que o Pai juntou.

Nessa manhã de sábado depois de hoje, e de tantos dias e anos celebrando a vida juntos, há roseiras brancas assinalando o caminho que chega ao Lar Verdadeiro da minha Tia Inesquecível com seu bem-amado esposo. Ele, a Mente, e ela, o Coração. Ambos profundos e poderosos na forma com que ergueram esse Templo de Sagrada Afeição cujas flores mais lindas são seus filhos, noras e netos que agora seguirão adiante a semear aquilo que aprenderam e compreenderam nas lições desse Amor dado com tanto desvelo.

Com vocês também, meus primos queridos com os corações arrebentados em amor e dor indizível, me faço órfão sob o mesmo teto nessa Estação de Outono demorado, onde ecoam orações e bons pensamentos a saudar a passagem do Trem de Ferro nessa estrada montanha acima.

A Lua mal deu uma volta ao redor da Terra e, aquela festa de recepção ao Menino Antônio agora se emenda com outra pela chegada da Menina Terezinha.

Todos cantam lá em cima pela chegada daquele casal ao Santuário dos Amantes Inseparáveis pelo Amor do Pai, pelo Amor de Um pelo Outro, e para todos enquanto passearam aqui entre nós. Os campos dos poetas, dos lírios e passarinhos, devem estar engalanados como só se vestem quando a Maria Fumaça passa apitando com o comboio de enamorados na paisagem que sobe da Terra para até depois das nuvens onde outrora os Deuses mandavam raios, e as Musas enviavam inspiração.

Os pastores acenam soprando com suas flautas; as ovelhas saltam do aprisco e balançam seus sinos; os galinhos cantam do alto dos morros: Cocoricó! Fifirifiu! Em Belém, em Belém, em Belém!

Os Reis Magos e todas as caravanas místicas são chamados para o piquenique desse sábado pela manhã. Mil toalhas enfeitadas se estendem pelos gramados ao redor da Árvore da Vida, e de seus galhos pendem infinitas fitas coloridas como se o Arco-Íris brincasse de dependurar de cada ramo onde beija-flores e Cupidos fazem seus ninhos. Tudo é uma justa homenagem do Menino Jesus à Sua Terezinha que vai chegando. Coisas para a Maria Fitinha em sua Graça e leveza...

Quão felizes certamente estão seus pais, nossos queridos Quidinho e Nhazinha, com essa honra que só cabem às mães cuidadoras com zelo... Chove um tiquinho, e são pétalas de luzes perfumadas. Rosas feito estrelas...

Mal posso imaginar o que seja o Verdadeiro Natal quando se nasce para a Eternidade, depois de cumprida a missão daqueles que se transformaram no deserto das relações humanas em oásis onde se partilha o Pão do Céu e a Água da Vida. Sei apenas que Tio Toninho e Tia Tetê chegaram lá, e serão felizes para sempre.

Eles que nos deram tantas festas a celebrar aquela Noite Feliz, agora são recebidos nesse Dia de Alegria e Re-encontro.

Que vocês nos abençoem, nos animem na mesma vibração amorosa que tiveram Um com o Outro, quando mal conseguimos disfarçar a melancolia que brota do peito, choroso.

E, se merecemos tê-los entre nós como colunas firmes da família que formaram, recebam nosso carinho numa gota de lágrima, como orvalho, a deslizar nessa pétala de rosa branca que juntamos às demais flores expressando reconhecimento e alegria que sobem em ramos no Altar da Gratidão que lhes devemos.

Querida Tia Tetê, aquelas 80 velinhas, assopradas em seu Feliz Aniversário com meu humilde presente de botão de rosa e um laço dourado, agora são uma chama só nas orações respeitosas com que queremos honrar sua subida aos Céus nessa noite silenciosa, nessa Noite Feliz para a senhora rumo à pátria onde tudo é Luz no Parnaso dos Poetas redivivos, e Eros e Psique brincam juntos...

(...)

Um beijo enorme aos meus “TTT”, de estalado, de estrelado, de entranhado Amor de quem teve a honra de ser seu sobrinho, e se faz pó-ético dedilhando essa lira pintada em letras de infinita saudade, para dizer apenas, até breve, Tia Tetê. Até daqui a pouco, Tio Toninho...

Deus abençoe a sua Junteza, na vida, na poesia da partida dessa Grande Viagem...

Só vocês mesmo para deixar essa derradeira lição de Amor e Vida, de Poesia, de Poevida, de “Amor sem conta”.

Tentamos seguir seu exemplo, meus tios queridos... inesquecíveis... Terezinha de Antônio... tão Marília de Dirceu...

Pois, "Quem quiser ser feliz nos seus amores, siga os exemplos que nos deram estes".

Obrigado, do fundo do coração batendo na cadência da alegria e da tristeza, da saudade e da melancolia marcando as horas em oração no solitário Jardim, Pomar e Pracinha da minha infância, juventude e madureza... eu querendo ser tão amoroso como vocês, nesse Amor que os uniu desde sempre, para sempre...

Feliz re-nascimento, querida Tia Tetê...

De seu sobrinho pródigo,

Leopoldo Nogueira e Silva, Popô

Florianópolis
Nossa Senhora do Desterro
Ilha de Santa Catarina
Outono mais choroso e mais saudoso de 11 de maio de 2012

...

Marília de Dirceu

Tomás Antônio Gonzaga à Maria Dorotéa Joaquina de Seixas Brandão
Lisboa, em exílio para Moçambique, para as Minas Geraes
1792

Lira 1

(...)

Depois que nos ferir a mão da morte,
ou seja neste monte, ou noutra serra,
nossos corpos terão, terão a sorte
de consumir os dous a mesma terra.
Na campa, rodeada de ciprestes,
lerão estas palavras os pastores:
"Quem quiser ser feliz nos seus amores,
siga os exemplos que nos deram estes".
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

Lira 2

Pintam, Marília, os poetas
a um menino vendado,
 com uma aljava de setas,
arco empunhado na mão;
ligeiras asas nos ombros,
 o tenro corpo despido,
e de Amor ou de Cupido
são os nomes que lhe dão.

Porém eu, Marília, nego,
que assim seja Amor, pois ele
nem é moço nem é cego,
nem setas nem asas tem.
Ora pois eu vou formar-lhe
um retrato mais' perfeito,
que ele já feriu meu peito:
por isso o conheço bem.

Os seus compridos cabelos,
que sobre as costas ondeiam,
são que os de Apolo mais belos,
 mas de loura cor não são.
Têm a cor da negra noite;
e com o branco do rosto
fazem, Marília, um composto
da mais formosa união.

Tem redonda e lisa testa,
arqueadas sobrancelhas,
a voz meiga, a vista honesta,
 e seus olhos são uns sóis.
Aqui vence Amor ao  Céu:
que no dia luminoso
o Céu tem um sol formoso,
e o travesso Amor tem dois.

Na sua face mimosa,
Marília, estão misturadas
purpúreas folhas de rosa,
brancas folhas de jasmim.
Dos rubins mais preciosos
os seus beiços são formados;
os seus dentes delicados
são pedaços de marfim.

Mal vi seu rosto perfeito,
dei logo um suspiro, e ele
conheceu haver-me feito
estrago no coração.
Punha em mim os olhos, quando
entendia eu não olhava;
vendo que o via, baixava
a modesta vista ao chão.

Chamei-lhe um dia formoso;
 ele, ouvindo os seus louvores,
com um modo desdenhoso
se sorriu e não falou.
Pintei-lhe outra vez o estado,
em que estava esta alma posta;
não me deu também resposta,
constrangeu-se e suspirou.

Conheço os sinais; e logo,
animado da esperança,
busco dar um desafogo
ao cansado coração.
Pego em seus dedos nevados,
e querendo dar-lhe um beijo,
cobriu-se todo de pejo
e fugiu-me com a mão.

Tu, Marília, agora vendo
de Amor o lindo retrato,
contigo estarás dizendo
que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a copia é tua,
que Cupido é deus suposto:
se há Cupido, é só teu rosto,
que ele foi quem me venceu.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Você faz com que minha Alma se desperte com sua Luz...


Solamente tú

Pablo Alborán

Regálame tu risa,
Enseñame a sonar
Con solo una caricia
Me pierdo en este mar
Regálame tu estrella,
La que ilumina esta noche
Llena de paz y de armonía,
Y te entregaré mi vida

Haces que mi cielo
Vuelva a tener ese azul,
Pintas de colores
Mis mañanas solo tú
Navego entre las olas de tu voz
Y tú, y tú, y tú, y solamente tú
Haces que mi alma se despierte con tu luz
Y tú, y tú, y tú..

Enseña tus heridas y así la curará
Que sepa el mundo entero
Que tu voz guarda un secreto
No menciones tu nombre que en el firmamento
Se mueren de celos
Tus ojos son destellos
Tu garganta es un misterio

Haces que mi cielo
Vuelva a tener ese azul,
Pintas de colores
Mis mañanas solo tú
Navego entre las olas de tu voz
Y tú, y tú, y tú, y solamente tú
Haces que mi alma se despierte con tu luz
Y tú, y tú, y tú, y solamente tú
Haces que mi alma se despierte con tu luz
Y tú, y tú, y tú..

No menciones tu nombre que en el firmamento
Se mueren de celos
Tus ojos son destellos
Tu garganta es un misterio

Hace que mi cielo
Vuelva a tener ese azul,
Tintas de colores
Mi mañana solo tú
Navego entre la sola de tu voz
Y tú, y tú, y tú, y solamente tú
Hace que mi alma se despierte con tu luz
Y tú, y tú, y tú...



Vídeo oficial versão EspanhaMéxico, Grammy 2011 com Demi Lovato, com Diana Navarro.

sábado, 22 de outubro de 2011

Não posso explicar isso...


Best of my Love

The Emotions

Doesn't take much to make me happy
and make me smile
Never never will I feel discouraged
Cause our love's no mystery
Demonstrating love and affection
That you give so openly yeah
I like the way ya make me about you baby
Want the whole wide world to see

Whoa whoa, you got the best of my love
Whoa whoa, you got the best of my love
Whoa whoa, you got the best of my love
Whoa whoa, you've got the best of my love

Goin' in and out of changes
The kind that come around each day
My life has a better meaning
Love has kissed me in a beautiful way
And oh yea (my love, my love)
oh yea (my love, my love)
Oh you got the best of my love

Whoa whoa, you've got the best of my love
Whoa whoa, you've got the best of my love
Whoa whoa, you've got the best of my love

Demonstrating sweet love and affection
That you give so openly yeah
The way I feel about ya baby can't explain it
Want the whole wide world to see

Ohhh but in my heart
You're all I need
You for me and me for you
ohhh, it's growin' every day ooooh
ohhh, oh oh oh oh oh
you've got the best of my love
ohhh, oh oh oh oh oh
you've got the best of my love
ohhh, givin' you the best of my love
my love ohh my love
ohhh, givin' you the best of my love
my love ohh oh yeah
ohhh, oh oh oh oh oh
you've got the best of my love





Outro video com a maior bossa de The Emotions anos depois, clicando aqui e remixes bacana aquiali e acolá.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ninguém preenche esse vazio...


“Virei pedra e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas. A solidão é muito sacana. Num dia, ela te deixa eufórico, pensando nessa liberdade possível de não dever satisfação a ninguém e nessa possibilidade infinita de realizar todas as tuas vontades. Mas, no outro dia, a solidão te dá uma rasteira daquelas bem dadas. E te faz cair na real. Tu estás só feito um cão de rua, meu filho. Ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te conhece, ninguém tem acesso à tua alma. Tuas neuras são só tuas, e parece que nada nem ninguém preenche esse vazio.”


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...


Be Yourself
Celeda

Someone falls to pieces
Sleeping all alone
Someone kills the pain
Spinning in the silence
To finally drifts away
Someone gets excited
In a chapel yard
Catches a bouquet
Another lays a dozen
White roses on a grave

(yeah)
And be yourself is all that you can do
(yeah)
To be yourself is all that you can do

Someone finds salvation
in everyone
And another only pain
Someone tries to hide himself
Down inside himself he prays
Someone swears his true love
Until the end of time
Another runs away
Separate or united?
Healthy or insane?

And be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can do

Even when you've paid enough,
Been pulled apart
Or been held up
With every single memory of
The good or bad
Faces of love
Don't lose any sleep tonight
I'm sure everything will end up alright

You may win or lose

But to be yourself is all that you can do
(Yeah)
To be yourself is all that you can do
(Oh)
To be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can
Be yourself is all that you can
Be yourself is all that you can do

Ser Você Mesmo
Celeda

Alguém cai aos pedaços
Dormindo sozinho
Alguém mata a dor
Girando no silêncio
Pra finalmente ir pra longe
Alguém se excita
Numa capela
Apanha um buquê
Outro coloca uma dúzia
De rosas brancas sobre um túmulo

(yeah)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(yeah)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...

Alguém encontra salvação
Em todo mundo
Outro, apenas dor
Alguém tenta se esconder
Por dentro ele reza
Alguém jura verdadeiro amor
Até o fim dos tempos
Outro, foge
Separados ou juntos
Saudáveis ou loucos

Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(tudo o que pode fazer)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(tudo o que pode fazer)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(tudo o que pode fazer)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...

Mesmo tendo pago o suficiente,
Tendo rompido
Sendo impedido
Toda simples memória
Boa ou Má
Traços de amor
Não perca o sono essa noite
Tenho certeza de que tudo terminará bem

Você pode ganhar ou perder

Mas ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(Yeah)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(oh)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(tudo o que pode fazer)
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...
(tudo o que pode fazer)
Ser você mesmo é tudo o que pode...
Ser você mesmo é tudo o que pode...
Ser você mesmo é tudo o que pode fazer...



So... Music is the Answer...


Foto "Be yourself" by Ben Leavitt Copyright 2010