terça-feira, 17 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Antakarana
ANTAKARANA
Nome de origem, Tibetano. É uma palavra sânscrita (Antar = meio ou interior e Karana = causa instrumento). O Antakarana é usado, tecnicamente para representar a ponte entre a mente superior e inferior, o instrumento operacional entre elas. Antakarana como parte da anatomia espiritual cósmica. Ele é a ligação entre o cérebro físico e o Eu interior.E a concentração e unificação das energias da matéria com o cosmos, ciência futurista para o bem, e o bom desenvolvimento dos trabalhos com os nossos queridos companheiros.
sábado, 13 de setembro de 2008
Liberdade ainda que tardia...
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais
Para Lennon & McCartney . Flávio Venturini . Lô Borges . N. Borges . Fernando Brant
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Cantar me enlouquece...
Rabindranath Tagore
Quando me ordenas cantar,
parece que o meu coração vai arrebentar-se...
Pensei que poderia te pedir
a grinalda de flores que levas no pescoço...
Essa que ficou sempre na profundidade do meu ser...
A minha libertação...
Daqui por diante eu me expressarei em sussurros...
Cantar me enlouquece...
Quando me ordenas cantar,
parece que o meu coração vai arrebentar-se de orgulho.
Então contemplo a tua face e as lágrimas me vêm aos olhos.
Tudo o que é duro e dissonante em minha vida
se dissolve em única e doce harmonia,
e a minha adoração abre as suas asas,
como um pássaro alegre voando sobre o mar.
Sei que tens prazer no meu canto.
Sei que posso chegar à tua presença apenas
como um cantor.
Com a ponta da asa imensamente
aberta do meu canto eu roço os teus pés,
que eu jamais poderia querer alcançar.
Embriagado pela alegria de cantar,
esqueço a mim mesmo e te chamo amigo,
tu que és o meu Senhor.
Pensei que poderia te pedir
a grinalda de flores que levas no pescoço,
mas não me atrevi.
Fiquei esperando pela manhã,
quando tivesses ido embora,
para encontrar pedaços dela no leito.
E fiquei na madrugada feito mendiga,
procurando uma ou duas pétalas caídas.
Coitada de mim, o que foi que encontrei?
O que me restou do teu amor?
Nem flor, nem perfume,
nem jarro de água perfumada...
Apenas a tua espada poderosa,
flamejante como chama
e pesada como raio na tempestade.
A luz jovem da manhã entra pela janela
e se derrama em teu leito.
O pássaro da manhã começa a cantar,
e me pergunta:
"Mulher, o que é que encontraste?"
Não, não foi uma flor,
nem perfume e nem jarro de água perfumada.
Encontrei apenas a tua espada poderosa.
Sento-me e fico cismando,
admirada com essa tua dádiva.
Não acho lugar onde escondê-la.
Tenho vergonha de usá-la, tão frágil sou,
e ela me fere quando eu a aperto contra o peito.
Mesmo assim, porém, eu levarei no meu coração
esse honroso fardo de dor,
que é a tua dádiva para mim.
Doravante nada mais temerei neste mundo,
e tu conquistarás a vitória em todas as minhas lutas.
Deste-me a morte por companheira,
e eu vou coroá-la com a minha vida.
A tua espada está comigo para cortar as minhas amarras,
e nada mais temerei neste mundo.
Doravante eu abandono todos os adornos fúteis.
Senhor do meu coração,
não vou mais ficar esperando
ou me desesperando pelos cantos,
e nunca mais vou ser tímida ou caprichosa.
Deste-me como ornamento a tua espada.
Não preciso mais dos enfeites de boneca.
Essa que ficou sempre na profundidade do meu ser,
no crepúsculo de vislumbres e percepções momentâneas;
essa que jamais retirou seus véus na luz da manhã,
essa irá ser a minha última oferenda a ti,
meu Deus, envolta na minha canção final.
As palavras a cortejam,
mas não conseguiram vencê-la,
e a persuasão inutilmente
estendeu para ela os seus braços ansiosos.
Vaguei de país em país,
conservando-a no íntimo do meu coração,
e ao redor dela a minha vida ergueu-se e caiu,
ao mesmo tempo forte e frágil.
Embora habite sozinha e afastada,
ela sempre reinou sobre todos os meus pensamentos e ações,
sobre todos os meus sonos e sonhos.
Muitos bateram à minha porta,
perguntaram por ela, e foram-se embora,
sem esperança.
Ninguém no mundo conseguiu vê-la face a face,
e ela continua em sua solidão,
à espera do teu reconhecimento.
A minha libertação, para mim,
não está na renúncia.
Sinto o abraço da liberdade em mil laços de prazer.
Daqui por diante eu me expressarei em sussurros...
...Gastei muitas e muitas horas
na luta entre o bem e o mal.
Mas agora o prazer
do meu companheiro de jogos nos dias vazios
é atrair o meu coração para o seu.
E eu não compreendo por que esse repentino convite
para não sei qual inútil inconsequência!
Cantar me enlouquece,
e se eu me desfizesse todo num vôo de canção,
nada me pesaria tanto...
Tradução de Ivo Storniolo
parece que o meu coração vai arrebentar-se...
Pensei que poderia te pedir
a grinalda de flores que levas no pescoço...
Essa que ficou sempre na profundidade do meu ser...
A minha libertação...
Daqui por diante eu me expressarei em sussurros...
Cantar me enlouquece...
Quando me ordenas cantar,
parece que o meu coração vai arrebentar-se de orgulho.
Então contemplo a tua face e as lágrimas me vêm aos olhos.
Tudo o que é duro e dissonante em minha vida
se dissolve em única e doce harmonia,
e a minha adoração abre as suas asas,
como um pássaro alegre voando sobre o mar.
Sei que tens prazer no meu canto.
Sei que posso chegar à tua presença apenas
como um cantor.
Com a ponta da asa imensamente
aberta do meu canto eu roço os teus pés,
que eu jamais poderia querer alcançar.
Embriagado pela alegria de cantar,
esqueço a mim mesmo e te chamo amigo,
tu que és o meu Senhor.
Pensei que poderia te pedir
a grinalda de flores que levas no pescoço,
mas não me atrevi.
Fiquei esperando pela manhã,
quando tivesses ido embora,
para encontrar pedaços dela no leito.
E fiquei na madrugada feito mendiga,
procurando uma ou duas pétalas caídas.
Coitada de mim, o que foi que encontrei?
O que me restou do teu amor?
Nem flor, nem perfume,
nem jarro de água perfumada...
Apenas a tua espada poderosa,
flamejante como chama
e pesada como raio na tempestade.
A luz jovem da manhã entra pela janela
e se derrama em teu leito.
O pássaro da manhã começa a cantar,
e me pergunta:
"Mulher, o que é que encontraste?"
Não, não foi uma flor,
nem perfume e nem jarro de água perfumada.
Encontrei apenas a tua espada poderosa.
Sento-me e fico cismando,
admirada com essa tua dádiva.
Não acho lugar onde escondê-la.
Tenho vergonha de usá-la, tão frágil sou,
e ela me fere quando eu a aperto contra o peito.
Mesmo assim, porém, eu levarei no meu coração
esse honroso fardo de dor,
que é a tua dádiva para mim.
Doravante nada mais temerei neste mundo,
e tu conquistarás a vitória em todas as minhas lutas.
Deste-me a morte por companheira,
e eu vou coroá-la com a minha vida.
A tua espada está comigo para cortar as minhas amarras,
e nada mais temerei neste mundo.
Doravante eu abandono todos os adornos fúteis.
Senhor do meu coração,
não vou mais ficar esperando
ou me desesperando pelos cantos,
e nunca mais vou ser tímida ou caprichosa.
Deste-me como ornamento a tua espada.
Não preciso mais dos enfeites de boneca.
Essa que ficou sempre na profundidade do meu ser,
no crepúsculo de vislumbres e percepções momentâneas;
essa que jamais retirou seus véus na luz da manhã,
essa irá ser a minha última oferenda a ti,
meu Deus, envolta na minha canção final.
As palavras a cortejam,
mas não conseguiram vencê-la,
e a persuasão inutilmente
estendeu para ela os seus braços ansiosos.
Vaguei de país em país,
conservando-a no íntimo do meu coração,
e ao redor dela a minha vida ergueu-se e caiu,
ao mesmo tempo forte e frágil.
Embora habite sozinha e afastada,
ela sempre reinou sobre todos os meus pensamentos e ações,
sobre todos os meus sonos e sonhos.
Muitos bateram à minha porta,
perguntaram por ela, e foram-se embora,
sem esperança.
Ninguém no mundo conseguiu vê-la face a face,
e ela continua em sua solidão,
à espera do teu reconhecimento.
A minha libertação, para mim,
não está na renúncia.
Sinto o abraço da liberdade em mil laços de prazer.
Daqui por diante eu me expressarei em sussurros...
...Gastei muitas e muitas horas
na luta entre o bem e o mal.
Mas agora o prazer
do meu companheiro de jogos nos dias vazios
é atrair o meu coração para o seu.
E eu não compreendo por que esse repentino convite
para não sei qual inútil inconsequência!
Cantar me enlouquece,
e se eu me desfizesse todo num vôo de canção,
nada me pesaria tanto...
Tradução de Ivo Storniolo
Música de Deva Premal e Minte
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
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