sábado, 17 de novembro de 2012

Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?


Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?

Quando a polititicagem da ilha de “belezas sem par” e da Santíssima Catarina da Tríplice Aliança se prestarem a encarar e assumir suas responsabilidades pessoais/coletivas nos cargos que ocupam, prestando o necessário serviço à sociedade ao invés de apenas mamarem nas tetas cornucópicas dos poderes, vai que tudo não apenas se disfarce de “paz” e “tranquilidade pro nosso cidadão”, e a situação volte “a “normalidade”, “cessem” os “transtornos” e que “o bem já venceu o mal”...

Assim disseram, com cara de compungidos borocoxôs, as apresentadoras do Jornal do Almoço RBS/SC 17/11/12), e o presidente da SETUF – o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis – parecendo demonstrar infinita preocupação com a qualidade vida dos motoristas, cobradores e passageiros. Além disso, sabemos da preocupação em relação ao patrimônio (não segurado) de suas empresas. Cenas anteriores e seguintes, Carnafloripa, festival de música eletrônica, reforço da PM contra o “terrorismo”, uma outra notícia final sobre “solidariedade” para afagar o coração dos espectadores/consumidores tão “quiridos”.

Tudo normal para a mídia no papel dela de des-informar e manter a notícia quentinha na cabeça do povo sob os panos com suas chamadas urgentes, seus plantões de notititícia das fofocas que aquela “gente faz pra você”... O jornal foi muito, digamos, mixuruca, pois que não botaram mais fogo pelas ruas para que o show midiático fizesse as delícias da dieta informacional do dia. Ó céus, ó azar...

Que “normalidade” seria essa para esse “pedacinho de terra perdido no mar”? Que a polititica e os des-mandos continuem na paz da mesmice desse “amor” e solicitude dos poderosos pela ilha? Que se apagassem os focos de uns incêndios para que esses não revelassem outros?

No mais, que “bandidos” são esses cujos alvos são “aterrorizar” a população atacando os motoristas e cobradores dos ônibus, os PM nos postos guardando a serenidade dos que dormem sossegados pela madrugada? Esses pobre-coitados são tão explorados pelo “regime” quanto a população pé de chinelo que segue aflita pela vida e seus afazeres, quando era feriado nessa sexta (16/11) apenas para expressiva parte dos servidores públicos estaduais, e seus digníssimos representantes da elite de raposas velhas e novas da polititica regional...

E, de qual “bandidagem” estamos tratando? De laranjas pés de chinelo, explorados que entopem as cadeias e cumprem ordens de outros mandatários, ou dos que cometem os crimes de estelionato, prevaricação, improbidade administrativa, também soltinhos da silva que trabalham e moram muito bem, e muito além das zonas de maior “periculosidade”? Esses não andam de ônibus em comboio, escoltados pela PM solícita na defesa dos “cidadãos”.

Se por uma infelicidade e completa atrocidade fossem os alvos as lanchas e carrões importados, os domicílios nobres ou as cadeiras almofadadas de gabinetes de poderosos, aí sim, que o ”high society “ de uma Florianópolis em chamas teria abalada as mais sacrossantas bases da ordem e do progresso republicando tão formosamente representados pelos diligentes e dirigentes das santíssimas alianças que se fazem aqui na Capitania Hereditária há 500 anos.

Fazer promessas “Por uma cidade mais humana” é fácil, fácil, quando o real interesse dos nobres mandatários legitimados pelo voto parece ser manter a desordem, e a confusão generalizada, para que eles mesmos se apresentem como os salvadores da pátria e de tudo o que desassossega o cidadão/eleitor.

Será que os quase não eleitos César Júnior e João Amim vão se prestar a fazer mais que “sincronizar os semáforos” para resolver os problemas de trânsito do município ou, segundo seu folhetim eleitoreiro, ir além da constatação de que “a Guarda Municipal é uma fábrica de multas” e ele “vai cuidar das praças e da porta das escolas para a proteção de nossas crianças”? Aliás, nem deram ainda as caras para falar do assunto ao povo, ao cidadão aterrorizado...

Quem sobreviver às noites e dias de “terrorismo” verá o que virá: aumento das tarifas do transporte urbano, engarrafamentos de verão, acidentes e mortes, falta de infraestrutura, navios e cruzeiros que não atracam, falta de água, e a mesmice da “paz” na ilha da fantasia no verão que chega e das estações que se sucedem inalteradas.

Que os defensores do voto branco e nulo no segundo turno das eleições em Florianópolis sejam os primeiros da fila a enfrentar os cacetetes, bombas de gás lacrimogêneo e tirania, da PM e dos guardadores das virtudes republicanas que nessa semana saíram em prestimosa defesa dos cidadãos e cidadãs da Grande Florianópolis e do Estado da Santíssima e milagreira Catarina. Esse circo polititico e midiático armado com idiotas mal humorados, no picadeiro e nas arquibancadas, vai pegando fogo...

Sairá tudo no Jornal do Almoço e nos “shows da vida”, no prato feito da notícia entre sangue, ostras e champanhes importadas, com as inevitáveis matérias requentadas do arrozinho com feijão da mídia, como é feito todos os anos... e os borocoxôs seremos muitos de nós a assistir a mesmice, omissos e coniventes com tantas “belezas sem par” nos horrores que acontecem e arranham a imagem da “capital do turismo do Mercosul” com Índice de Desenvolvimento Humano e delírios de grandeza na estratosfera, afofando almofadas, esquentando travesseiros e assentos, acompanhando a propalada calamidade pública pelas telas. Vidiotas e cidadãos sem direitos, com indigestão crônica pelo que essa classe dominante nos enfia goela abaixo, alienados de qualquer traço de dignidade humana.

Quando a consciência cidadã estiver no limite da azucrinação e indignada com tantos bandidos, malfeitos e mal-feitores da senzala política e midiática é que mais que um milagre acontecerá nessas bandas. Com tantas notícias muitas vezes bem plantadas, com requintes tecnológicos, cores e gostos para a persuasão do povo espectador de tantas des-ordens, há que se ir até as raízes dos fatos para des-cobrir o que produz tudo isso e, lutar para a vivência e plenitude dos direitos nesses mares, ilhas e desertos com suas “matas escuras” de caçadores e caças de culpados, de bandidos e mocinhos na luta do bem contra o mal nesse mundinho de falta de vontade de mudar, de não transformar nada.

E eu com isso?

Eu creio que sobra incêndio onde falta luz interior... e, o que seja bondade e ruindade começa ali, bem dentro da gente.

Então, vou me fazer, ser e sentir “caçador de mim”. Querer ser nessa vida nos faz assim, estar numa ilha e nesse mundo sem ser deles, “sem nada a temer, senão o correr da luta”, sonhando e realizando, dia a dia na des-coberta de uma vida, do bem conviver e do bem viver para todos... consciência cosmocidadã...

Seguir nesse caminho de amadurecimento e aprofundamento, na com-paixão, na paz e alegria com o Outro, na Educação vivida com amor, porque “ordem e progresso” num sentido mais profundo só virão quando formos conscientes de nossa dignidade, responsáveis com a devida coragem e boa vontade para mudar o que seja preciso na busca e na entrega a uma harmonia que promova a re-evolução, pessoal, comunitária, fraternal, verdadeira solidariedade que co-mova os corações e mentes numa comum-única-ação, ascensão numa luz que incendeia o universo...

As estrelas que o digam, e nos indiquem esses possíveis caminhos para nos e-levarmos a esse Outro Mundo tão querido...

Leo Nogueira Paqonawta

terça-feira, 6 de novembro de 2012

"Em meio ao silêncio e à solidão, a luz sempre virá"...


Célia Laborne

Os mistérios são desfeitos. De dentro do tempo brota a flor, quase materializada e, no seu girar constante, as revelações se manifestam. Há, em nós, um extraordinário mundo adormecido que se abre à nossa consciência, quando adequadamente buscado.

Viver os caminhos novos e distribuir palavras comandadas é uma das mais alegres funções. É como se um rio corresse leve e borbulhante em seu leito recém-aberto. Para que as correntes da Vida jorrem férteis sobre o mundo e, de forma invulgar, deixem suas indeléveis marcas, é preciso que nos ponhamos sempre em maior disponibilidade. O ciclo se esgota muito rapidamente e quem não se abastece na fonte da luz própria vinda do plano superior, muito breve estará sedento no portal do mundo.

As transformações já são grandes e violentas e a própria mente humana adapta-se à captação de vibrações mais sutis. O tempo das auroras é precedido de nebulosidades inquietantes, provas e contrastes vários, mas, é vencendo as brumas que se rompem os véus da realidade ainda oculta à maioria.

Toda a Terra se prepara para a renovação que já se iniciou, pois os planos da natureza estão interligados em plena conexão com todos os reinos. Qualquer um pode pressentir que são novos os ritmos do Universo, que são rápidas as transformações do homem, que os jovens estão aí, destruindo e renovando, para alterar e estabelecer bases mais adequadas ao sutil e ao superior.

O efeito glorioso da luz marca esta época no seu sofrer e no seu despertar sucessivo. Pelos corações mais livres, já vibram correntes de beleza e preparação intensa: caminhos mais altos estão abertos para muitos e já se adivinha o clima novo que se estabelece em vários grupos. – Que os desavisados reformulem sua rota e integrem, a tempo, o trabalho comum, buscando, em si a Lei maior e a Luz superior.

Sê fiel ao teu comando interno, desce ao âmago de ti mesmo e retira dali o mais belo e mais autêntico e harmonioso. Sê, cada vez mais, fiel à purificação de tuas múltiplas expressões humanas, das mais físicas às mais sutis, pois aí está o rumo certo de um dos melhores caminhos de crescimento. Luta pela Paz e limpeza de teu ser e da coletividade.

Limpa tuas palavras e sentimentos, tua memória e pensamento; limpa tudo, a cada dia e a cada hora. Desapega-te dos hábitos impróprios à harmonia universal e das exigências da matéria. A autovigilância começa no próprio acordar espiritual e não termina nunca. Por isso, quando te vires retrocedendo em tua meta, e essa é uma circunstância bem humana, para e investiga; recomeça se necessário for, mas não transige com teu correto ideal de beleza e conhecimento interno.

Sê sempre fiel a essa linha de ascensão que implica grandes sacrifícios, reavaliações e análises de intenção e sentimento. Purifica tudo que te parecer duvidoso. Evita tudo que te afasta da espiral de luz, encara de frente e supera o que te enfraquece ou te mancha o pensamento.

Sem o brilho e a pureza de um cristal serás um espelho inautêntico e embaçado, um escravo de caprichos, limitações e sofrimentos. Amarrado a inquietações, dúvidas e apegos, descerás a espiral que procuras subir, perderás as possíveis conquistas e recomeçarás no meio da escuridão. O encontro com a realidade dependerá sempre mais de ti mesmo do que de fatores externos.

Mas, em meio ao silêncio e à solidão, a luz sempre virá.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

As notititícias da dieta informacional de cada dia...



As notititícias da dieta informacional de cada dia...

Leo Nogueira Paqonawta
Filosomídia

O que digerimos do que a “mídia” histérica – mas sagaz – nos “alimenta” cotidianamente fermenta esse “angu de caroço” numa sociedade que devora a notititícia como se fosse morrer caso não chupasse, até à medula, do osso duro de doer da receitinha dos “jornais do almoço” que estão por aí, Brasil e mundo afora...

Essa sociedade midiaticamente obesa está adoentada e vidiotizada, sem perceber isso quando se põe à frente das telinhas e páginas dessas empresas de anti-comunicação definindo gostos, paladares e o menu da discussão que vai engasgando a todos 24 horas por dia, sete dias por semana, ano após ano...

Quantos de nós já paramos para ver – e re-ver, re-fletir, re-pensar - como as redes de anti-comunicação anunciam o prato do dia desde a noite anterior e seguem pela madrugada e manhãs, requentado a marmita do vomitório dos especialistas de plantão em assuntos de toda e qualquer ordem?

Quem são esses homens e mulheres, apresentadores e porta-vozes de uma maneira de ver o mundo que nos impõem como única maneira de crer?

Para a população ingênua e adestrada no consentir ao discurso da ordem do dia, como não acreditar nessas pessoas bem apessoadas e vestidas nos trinques que desfilam das “antigas” bancadas de locutores para o passeio pelas telinhas, em geral esfregando as mãos como querendo expressar que “já estamos no papo”, deles?...

Aquela infeliz adolescente de Florianópolis com o seu “Diário”, alçada ao estrelato nos programetes que fazem sucesso nas grandes redes - e na “Rede Social” da hora - é uma dessas vítimas da dieta informacional que nos enfiam goela abaixo pelo dia inteiro, por todas as formas. O caso é que, de vítima, ela (e com certeza seus familiares) passaram (talvez) inconscientemente à condição de co-autores dos crimes perpretados em nome da liberdade de expressão por essas companhias produtoras e distribuidoras de informação como entretenimento, cereja do bolo da des-informação em suas receitas sensacionalistas.

O que parece ser democratização das vozes, “pelos”, “através” e “dos” meios de comunicação não é senão demoniocratização, demonização de uns ou alguém, aquela coisa de apontar e achar culpados nisso e naquilo quando todos temos o rabo preso a esse sistema de coisas que impera em nossas vidas: a conveniência, a conivência, o comodismo, a hipocrisia como máscara no modo de ser desse capitalismo.

E, a histeria se retro-alimenta a cada “tocar” no assunto e no passar do dedo/mouse nos links que jorram des-informação, futricas, fofocas, meias-verdades e completas mentiras que fazem a delícia de todos os que consomem essa lavagem cerebral que nem porco aguenta, inclusive dos que também são chamados de PIG, aqueles que são os donos por detrás dessa lambança do chiqueiro midiático.

Haja colesterol ruim nas veias de quem tem sangue de barata que devora tudo isso, esse tititi e dis-que-me-diz disfarçados de “notícias” relevantes, que não podemos deixar de saber, e consumir, de sair de casa sem sabê-las, de tê-las instantaneamente, aonde estivermos, ao toque de um dedo no aplicativo das engenhocas tecnológicas que tantas pessoas têm acesso cada vez mais.

Essa neurose doentia e insana toda é que produz esses infelizes momentos protagonizados por uma adolescente indisfarçavelmente de poucas palavras, e de muitas tecladas, obviamente secundada por um “staff” que lhe apoia, e outro que se aproveita da situação para criar mais e mais des-entendimento e confusão premeditada, calculada milimetricamente como ração de engorda dessa vara desvairada e incauta, ingênua, em-bobecida, vidiotizada, que coloca sua fé naquilo que lhe dizem, justamente por não terem opinião formada sobre nada.

Na ampliação dessa específica fala postada nas redes é que aquelas empresas também engordam seu faturamento, porque elas sobre-vivem das esmolas e dos restos de cada um que consome, ou paga com suas moedinhas para ter acesso a toa essa dieta, os sub-viventes.

Também não é à toa que até nos supermercados as gôndolas próximas aos caixas se enchem de revistas das mesmas companhias monopolizadoras, para que os compradores desse modo-de-vida enfiem nas sacolinhas plásticas a mais recente dica disso e daquilo, os moldes do vestido e do cabelo da fulana de tal, as receitas requintadas, o corpitcho do galã desnudo, os guias de viagem e de carros, os jornalecos com toda sorte de anúncios que vão misturados aos potes de manteiga e salsichas, sacos de arroz e feijão, o pão deles - das mídias - de cada dia. Tudo parece tão normal, essa oferta opressante e agressiva de quinquilharias do mundo do consumo...

Essa liberdade de opressão das empresas chamadas de “mídias”, que monopolizam o discurso, a voz, a fala também em nome a democracia teria limites? Quem dá ou determina os limites contra esse assédio sem fim das mídias? O marco regulatório a partir do governo, as ONGs, a sociedade civil, as donas de casa, os pais e responsáveis, a comadre e o compadre de nossa madrinha ou padrinho, os avós ou tias, as instituições de defesa dos direitos humanos, os sindicatos, as associações de classe, as escolas, os professores?

O caso é que a indigestão midiática está posta como mal do século sem que quase ninguém se aperceba disso muito claramente.

As escolas como aparato ideológico do mercado - capitalista, diga-se de passagem - são no mais das vezes des-merecedoras de recursos constitucionalmente determinados para a Educação, e professores fazem o que podem, e até onde têm forças, para que os projetos políticos pedagógicos de cada unidade escolar contribuam para a boa formação das crianças e adolescentes em nosso país. Tantas outras vezes acabam se rendendo à reprodução desse estado de coisas des-humanizante que muitos polititicos fazem questão de perpetuar, esses mesmos que se fazem vassalos do sistema hegemônico e consagrado ao consumo desmedido. Eles até são pagos para isso..

E, as notititícias, como fofocas e futricas diárias desse mundo agonizante, vão e vêm em todos os horários, nobres e plebeus de todas as classes de consumidores, trazidos pelas empresas e grandes corporações que controlam os meios comunicação.

Salve-se quem puder dessa dieta informacional cada vez mais intragável e, quanto pudermos, muito bom ter os olhos críticos muito maiores que o que nossa barriga, e paciência, possa suportar. Chega um dia, ou uma hora, em que não dá mais pra ficar chupando o dedo, até o osso, olhando tudo isso passar à nossa frente e, é preciso agir e re-agir, indignar-se contra isso, contra qualquer forma de opressão e agressão, seja das mídias e, até mesmo quando no caso ela venha no que aparentemente seja por uma adolescente que age “sozinha” nas redes sociais.

Em sã consciência, nós não devemos ser cúmplices disso, dessa liberdade de opressão e opinião que com o tempo enche tanto o saco - o de plástico do supermercadinho da mídia e o metafórico - que é preciso dizer basta! Basta de re-produzir a opressão, a agressividade legitimada pela mídia que diz saber das coisas e ser a dona da verdade! “Hay que endurecerse” contra qualquer tirania...

No mais, “deixai vir às mídias as criancinhas”, porque vai que aqueles que se fazem mesmo de crianças é que têm algo realmente importante, e digno, de relatar, de falar, de com-partir ao mundo sob os únicos holofotes de uma alegria interior que re-encante e eleve o mundo e suas gentes...

Que isso seja aspirado e possível, também e especialmente, pela escola pública, por sua comunidade compromissada e responsável, engajada e sincera nos esforços pela Educação de qualidade, com dignidade, paixão, bem querer e bem viver para todos.

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Bem que vejo tudo isso...

Bem te quero, crianças... e adolescentes, homens e mulheres com direitos e deveres nesse mundo que necessita tão urgentemente dessa Educação, e da mais pura alegria de viver, de ternuras e amores tão esquecidos por nós...

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Leia também:

Postagem de Sérgio Cardoso Morales sobre o "Diário de Classe" no Facebook, clicando aqui.

"Manifesto das Crianças" clicando aqui.

sábado, 8 de setembro de 2012

De mãos dadas até às Estrelas...



De mãos dadas

Célia Laborne Tavares

Seria fácil sentarmo-nos e, de mãos dadas, dizermos que o mundo é bom e o homem aos poucos se redime de tudo, até do medo de si próprio, de sua origem e destino.

Seria honesto falarmos de amor como se fôramos adolescentes e desse amor dependesse a realização de nossas vidas.

Porém a realidade que pesa sobre nossos ombros é superior aos nossos esforços de sermos lucidamente iguais a todos aqueles que facilmente se sentam e, de mãos dadas, creem no mundo que ainda não foi descoberto em seu íntimo, mas que os atrai e deslumbra e lhes acena em seu exterior, com todos os vínculos de natural beleza e provável realização.

Todas as flores que juntos plantamos são como germes de luta e conquista que deverão reconduzir-nos aos recantos mais profundos de nosso destino e deixar-nos, talvez, isolados em nossa mansa união de companheiros em busca do Sol ou da Beleza.

Pelas manhãs florescerão nossos sorrisos como cúmplices fiéis de nossos melhores esforços no caminho de todos. E, à tarde, vigiaremos as estrelas cada vez mais convictos de sua imensa distância, de nosso inabordável silêncio neste encontro sob a noite que se faz sempre nossa e sempre mais profunda, como se fora nosso destino diluirmos nela todas as esperanças. Mas as estrelas continuam nos chamando.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Deixo meus olhos modelando estrelas...


Canto Jovem

Célia Laborne Tavares

Deixo meus olhos modelando estrelas
e minhas mãos dançando poesia.
Deixo meus passos contando à poeira
a história secreta das magias.
Deixo, e sigo te esperando.

Deixo os cabelos fundirem-se na noite
e serenados por lágrimas brilhantes
serem o dançarino par de leve sombra
o eterno véu do sonho que não veio.
Deixo, e sigo só buscando.

Deixo que o vento toque em minha face
o perfume, o sonho de esperança.
Deixo e sigo aguardando
deixo tudo, tudo
e sigo só esperando.

Recebido por e-mail da autora
05 ago 2012

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domingo, 29 de julho de 2012

"Transponho a ponte, desdobro-me para contar a todos a transformação"...


Descoberta

Célia Laborne Tavares

Perdida entre a multidão, como flor-de-areia, semi-liberta, vinda ao mundo para procurar; descubro-me. Transponho a ponte, desdobro-me para contar a todos a transformação.

Vinda da nebulosidade, da luta e do cansaço, percebo que é claro o despertar. Vinda da noite, sem estrelas, toco o clarão da lua e sei que a madrugada não tarda. O chão de violetas prateou-se, e a paisagem é de imponderabilidade, de leveza, de susto pelo inesperado do esplendor.

Cedo a Terra nos germina e, em nós, nada se salva senão a luz que emerge do grande abismo, para o grande horizonte. Nada é permanente a não ser o desdobrar e o acordar a cada novo portal, e maravilhar-se pelo continuar.

Perdida como flor do medo e da luta, descubro um dia a identificação com o infinito e a transformação começa então. Caem os obstáculos, as belezas se externam, os apegos se desfazem. Na grande solidão que marca o real conhecimento, os valores são mudados, os alicerces reforçados e as expressões claramente marcadas.

Já sem palavras, chega-se à aurora, já sem forma de comunicação concreta, procura-se trazer as últimas mensagens como se ainda se tentasse transmitir o informal e o indescritível.

Há tempo de falar e tempo de calar. Nesse silêncio começa a si infiltrar e, dentro dele, vamos ser amigos da distância, da luz e da beleza do alvorecer.

Há tempo de chegar e de se despedir. Nosso tempo de permanência vai-se consumindo em palavras adormecidas no estoque do tempo que nos pertence. Começa-se a amanhecer e percebe-se que outra aurora deve ainda renascer.

Já não se sabe como reprimir ou ignorar tanta beleza. Tanto crescer e desdobrar-se vindo do interior. Como rio que transborda ou maré que avança, como o eclodir da planta em plena primavera, sucedem-se os encantamentos. É tão alto o canto da Vida e a magnífica presença é tão forte que já não se suporta apenas a vivência, é preciso também a manifestação, a comunicação.

As internas fronteiras se dilatam como o hino a reboar em infinitos horizontes, num alargamento de paz e integração. Violento crescer do botão, em terra fertilíssima. As germinações da luz transcendem a humana expectativa do contato único e brotam  transbordamentos além do sentir, do ver e do ouvir.

A voz transmite a onipresença no Verbo criador, em amorosa e majestosa canção. E o canal por onde jorra a luz também se ilumina. Momentaneamente, um rastro de alvorada se instala, e a mente pára e se assombra, ante a intraduzível beleza que eleva e enleva.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Meu Dia Fora do tempo...


E, Eu encontrei com Todos Vocês... em Mim...


As Sete Direções Galácticas


Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.

Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.

Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.

Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.

Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.

Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.

Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.

Evan Maia E Ma Ho*

* A Paz da natureza e do Cosmos seja em Todos e em cada Um



Las Siete Direcciones Galácticas

Desde la casa Este de la Luz
la sabiduría se abre en aurora sobre nosotros
para que veamos las cosas con claridad.

Desde la casa Norte de la Noche
la sabiduría madura entre nosotros
para que hagamos la voluntad de la existencia.

Desde la casa Oeste de la transformación
que la sabiduría se transforme en acción correcta
para que hagamos lo que haya que hacerse.

Desde la casa Sur del Sol Eterno
la acción impecable nos da la cosecha
para que disfrutemos los frutos del ser planetario.

Desde la casa Superior del Paraíso
donde se reúne la gente de las estrellas y
nuestros antepasados
sus bendiciones llegan hasta nosotros ahora.

Desde la casa Interior de la Tierra
el latido del corazón del cristal del planeta,
nos bendice con sus armonías
para que ( por ejemplo : pongamos fin a las guerras y …)

Desde la Fuente Central de la galaxia
que está en todas partes al mismo tiempo
todo se reconoce como luz de amor mutuo.

Evan Maya e ma Ho*

* Sea la paz de la Naturaleza del Cosmos en Todos y en cada Uno.
(¡Salve la armonía de la mente y la naturaleza!)



The Seven Galactic Directions

From the East, House of Light,
may wisdom dawn in us so
we may see all things in clarity.

From the North, House of Night,
may wisdom ripen in u
 so we may know all from within.

From the West, House of Transformation,
may wisdom be transformed into right action,
so we may do what must be done.

From the South, House of the Eternal Sun,
may right action reap the harvest
so we may enjoy the fruits of planetary being.

From Above, House of Heaven,
may star people and ancestors be with us now.

From Below, House of Earth,
may the heartbeat of her crystal core
bless us with harmonies to end all war.

From the Center, Galactic Source,
which is everywhere at once,
may everything be known as the light of mutual love.

Oh Yum, Hunab Ku, Evam Maya E Ma Ho!*

* Oh mother, source - the harmony of mind and nature.