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domingo, 2 de outubro de 2011

Cumpro minhas promessas, mesmo que me doa...


"Quando alguém é meu amigo eu faço o impossível para ver a pessoa bem. Se eu gosto tomo as dores, embarco em indiadas, dou um jeito de fazer com que tudo fique numa boa, nem que seja ouvindo e dando o ombro. Mas, por favor, nunca minta para mim. Quem mente perde completamente a minha confiança.

Procuro ser uma pessoa justa. E, confesso, meu lado bonzinho fica encostado no lado babaca. Em outras palavras: às vezes sou burro ao invés de bom. Se tem uma coisa que detesto é me sentir enrolado. Me preocupo a fundo com os outros, por isso não curto pequenas mentiras e desonestidade. Pena que tem gente que não enxerga isso.

Muitos se acham donos da verdade, dizem que fazem e acontecem, aparentam ser uma coisa que não são. Tem gente que adora inventar a vida, contar vantagem e semi-lorotas-brabas, florear a realidade e brincar de autor de novela. Tem coisa que é surreal. Tem coisa que é irreal. Tem coisa que foge completamente dos padrões normais. Agora você me pergunta: existe essa coisa de normalidade? Claro que não.

Minha vida muitas vezes é uma novela mexicana, em outras tantas vira caso de política. Mas eu não minto, não enrolo, não me faço de louco e não tomo ácido.

Não sei fingir. Abraço minhas vontades, mesmo que a minha cara fique roxa de tanto apanhar. Cumpro minhas promessas, mesmo que me doa.

Não brinco com os outros para me distrair, tampouco dou uma de bom samaritano para depois me esconder atrás da moita. Isso não. Por isso, digo e repito: gosto de gente de verdade. Se você é assim, por favor, senta aqui e vamos tomar uma birita."

terça-feira, 14 de junho de 2011

Acredita, olha bem alto que nem criança...


A vida chama-te

Maria José dos Santos Leite*

Amigo conhecido, desconhecido
Peregrino na vida e sua caminhada,
Abre o coração,vem, canta comigo,
Solta tua alegria, vem dar boa risada.

A Vida Chama-te
Vê os pássaros, vivem livres sem drama,
À alvorada dão as mais belas canções,
Cumprem sua função e nenhum reclama.
Na simplicidade do ser exercem suas missões.

A Vida Chama-te
Abra teu coração para a beleza infinita,
E verás como Viver é benção bendita.
Vem amigo voar na dança do Universo,
Dá-me a mão vem voar, eu dou-te este verso.

A vida chama-te
Para voares livre e feliz, olha em frente
O ontem já o foi, agradece-lhe o que passou.
Na tua vida és herói, agora tudo recomeçou,
Vem entrega-te cheio confiança e fé ardente.

A Vida Chama-te
Abre os braços, vem voar docemente,
A Vida acontece num bailado sem fim,
É a dança da Vida que alegremente
Te está a chamar, vem confia em mim.

A vida chama-te
Com toda a sua doçura e cheia de magia,
Amigo vem, dança comigo, usa a confiança,
Solta tua Luz, olha a Vida cheia de poesia,
Acredita, olha bem alto que nem criança

A Vida Chama-te
Tão longa e tão curta esta passagem,
Também é cheia de cor matizada,
Que mais parece uma miragem
Que temos que abraçar a bela mensagem.

A vida chama-te
Liberta-te das amarras do dever ser
Com Amor vem cantar uma nova canção,
Neste abraço universal vem Viver,
Entrega-te à Luz que está em teu coração.

A Vida Chama-te
Para com ardor e alegria viveres,
Vem-lhe agradecer, deixa-te abraçar
Pela Luz, Amor, para a dor venceres
Num imenso abraço fraterno, a Humanidade Amar.

Poema dedicado a todo o Irmão que se sente perdido,
pensando que a vida não tem sentido.
É só deixar acontecer, e com alegria viver.

14 de junho de 2011.

* Escritora, poeta, PORTUGUESA, de alma e coração bem português! E que ama este lindo jardim, este grande e belo pedaço de terra à beira mar plantado!
Gaia, Porto, Portugal.

domingo, 5 de junho de 2011

Gratidão de Amigo…


Gratidão de Amigo…

Pela amizade que você me vota, por meus defeitos que você nem nota…
Por meus valores que você aumenta, por minha fé que você alimenta…
Por esta paz que nós nos transmitimos, por este pão de amor que repartimos…
Pelo silêncio que diz quase tudo, por este olhar que me reprova mudo…
Pela pureza dos seus sentimentos, pela presença em todos os momentos…
Por ser presente, mesmo quando ausente, por ser feliz quando me vê contente…
Por este olhar que diz: “Amigo, vá em frente!”

Por ficar triste, quando estou tristonho, por rir comigo quando estou risonho…
Por repreender-me, quando estou errado, por meu segredo, sempre bem guardado…
Por seu segredo, que só eu conheço, por achar que apenas eu mereço…
Por me apontar para Deus a todo instante, por esse amor fraterno tão constante…
Por tudo isso e muito mais eu digo: Deus te abençoe, meu querido Amigo!”

Carta aos amigos e amigas de um amigo extraordinário...


Carta aos amigos e amigas de um amigo extraordinário

“Guarda teu amigo
sob a chave de tua própria vida.”
William Shakespeare

Creio que não exista palavra mais adequada para expressar o que vai nessa amizade que todos temos em comum com esse cara que não tem igual, senão essa mesma: gratidão...

Quem é que o conheceu que não se deixou animar à sua presença forte, marcante, vibrante, cheia da mais repleta alegria?

Quem é que não se contagiou ao seu sorriso aberto e franco, contando mil estórias engraçadas para também nos fazer sorrir, nos fazer esquecer de todas as mazelas que amarguram a vida?

Quem não ouviu dele palavras de estímulo e de esperança quando estávamos perdidos no redemoinho de nossas preocupações?

Quem é que não chorou, desesperado, e depois sorriu, enquanto ele nos ouvia, pacientemente, procurando uma maneira de nos ajudar a resolver cada coisa a seu tempo?

Quem é que encontrou a porta de sua afeição fechada quando o procurou para desabafar ansiedades e problemas?

Quem é que pode afirmar que não se sentia mais próximo do Pai, quando ele como o menor de seus filhos nos tomava as mãos de irmãos pródigos, para que as déssemos a Ele, e voltássemos para a casa outrora perdida?

Quem é que pode dizer que não se sentiu Criança quando ele falava d’Aquele que recebia em seu colo os pequeninos, ávidos por descobrir o Reino de Bem-aventuranças, como só meninos e meninas puros de coração podem encontrar?

Quem é que chegando ao fundo do poço mais lamacento em que nos metíamos, não o teve por perto para ajudar no impulso de subida, ouvindo dele para que confiássemos e perseverássemos nos bons propósitos?

Quantos de nós bebemos de suas palavras cheias de sabedoria simples da vida de quem sofre também, e se sentiu saciado daquela sede de verdadeiro conhecimento que liberta?

Quantos de nós fomos inspirados por ele a sermos pessoas melhores, a buscarmos dentro de nós mesmos aquela fé – mesmo que fosse do tamanho de um grão de mostrada – para que tivéssemos curados o corpo e a alma?

Quantos de nós fomos repartir com ele um pedaço de pão que fosse, quando a necessidade não lhe trouxe à mesa uma refeição que sustentasse o corpo naquele dia?

Quando para não perder a própria dignidade ele abriu mão de quase tudo, quantos de nós abrimos a bolsa para retirar aquele pequeno óbulo que nos faria falta, mas certamente faltava muito mais a ele para recompor a própria vida?

Quando as vozes que nos inquietavam deixaram de azucrinar nossos ouvidos por ajuda dele, quantos de nós não escutamos suas necessidades, silencioso e discreto qual ele era das próprias dores?

Quantos de nós podemos dizer que ele não esteve ali, ao nosso lado e nos ajudou, quando o peso de nossa própria cruz era insuportável, e nos impedia de viver as responsabilidades e deveres no caminho de nosso próprio calvário?

Quantos de nós elevamos uma prece a ele, onde quer que ele estivesse, sorrindo ou chorando, para que Deus o abençoasse em Sua Luz, para que ele vencesse todos os desafios, e reconstruisse a vida como Criança que ele sempre foi?

Quando ele vivia em cada passo de nossos caminhos entrecruzados, por suas palavras e gestos que expressavam aquela frase amorosa do Mestre, de “que não existe Amor maior do que aquele que dá a própria vida aos seus amigos”, quantos de nós podemos dizer que ele não se deu a nós com essa gratuidade de quem não espera nada em troca, mas simplesmente nos amou, porque éramos seus amigos?

Quantos de nós o procuramos para lhe dizer de nossas vitórias e acertos às sugestões que ele dava enérgico, mas sempre bondoso e com atenção, e simplesmente lhe agradecer?
 
Quem é esse cara que nunca o vimos reclamar de nada?

Quem é esse cara que, de repente, pode estar precisando de todos nós?

Quem é esse cara do qual só temos boas recordações?

Quem é esse cara que nos entregou a chave do coração, porque ele mesmo esteve sempre aberto ao convívio fraterno e solidário?

Quem é esse cara que não vemos mais agigantado em suas expressões aqui ao nosso lado, brincando com a gente, tocando violão e soltando a voz para encher o ar de música que bate dentro do peito?

Quem é esse cara que é feito de carne e osso, que às vezes é forte, que às vezes ficou fraco, mas que sempre foi uma fortaleza quando tudo ao nosso redor desabava?

Onde está esse homem?
Onde foi esse menino?
Onde pula esse macaco?
Quem é esse amigo extraordinário?

Se você sabe quem é esse homem, esse menino, esse macaco, esse extraordinário amigo em sua vida, se você sabe que ele está “guardado sob a chave de sua própria vida”... então, abra o seu peito, tire de lá todo o amor e alegria que você puder conseguir e, por gratidão, diga, afirme, confirme isso a ele, reparta-se, junte-se a ele:

_Meu extraordinário amigo, muito obrigado por tudo o que você repartiu conosco.
Saiba que confiamos em você, e nos unimos em oração, gestos e palavras para que suas vitórias sejam também as nossas.

_Agradecemos a Deus por quem você é, e sempre será pra nós, esse cara extraordinário, esse verdadeiro amigo.

_Somos gratos a você.
Estamos junto contigo, confie nisso, lutaremos juntos!
Conte conosco, para sempre!

_Muito, muito, muito obrigado, Dennis...

Se você sabe quem é esse amigo extraordinário, se ele está guardado em seu coração, diga isso a ele...