sexta-feira, 27 de julho de 2018

Meu Dia Fora do tempo... 2018

Dia Fora do Tempo 2018

E, Eu re-encontrei Contigo... Comigo...

As Sete Direções Galácticas

Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.

Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.

Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.

Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.

Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.

Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.

Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.

Evan Maia E Ma Ho*

* A Paz da natureza e do Cosmos seja em Todos e em cada Um... e Contigo Comigo...

26 de julho 2012/2018 Estotorado
Meu Dia Fora do Tempo


Dia Fora do Tempo 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Alegria de guizo...


ALEGRIA DE GUIZO
Célia Laborne Tavares

Quem me quer assim tristonha,
Chorando por esse mundo,
Por um amor tão profundo que
Marcou meu coração?

Quem me quer cheia de mágoa,
Velando essa saudade,
Que busca a eternidade
Como infindável canção?

Quem me quer meio sonâmbula,
Sorrindo sem o meu riso
Como a alegria de um guizo
Que o vento rola no chão?

Quem me quer indiferente?
Quem procura um carinho
Que nasce assim sozinho,
Sem dono, sem direção?

Adivinhe o meu endereço,
Que a todos eu ofereço
Sem buscar a perfeição.

.........

Recebido por e-mail da Menina Poetisa em 02 jul 2018

Conheça os demais poemas nas páginas da autora:
http://vidaemplenitude.blogspot.com.br/
http://poemasdecelia.blogspot.com.br/

Página de Facebook:
https://www.facebook.com/Vidaemplenitude/

Desenho feito por Leo Nogueira Paqonawta em 2018

quarta-feira, 16 de março de 2016

Feliz Aniversário, Célia Laborne Tavares...



Minha Menina Poetisa Amada das Estrelas Geraes...
Célia...
Feliz Aniversário junto ao Lótus
nesse destino suave de e-ternurada Luz...

Gratidão, Paz e Alegria
na sua data querida...
hoje e sempre...
em nossas flores na hora azul da entrega...

Um beijo de Amor em suas mãos...
que vamos juntos no Barco do Destino...

Saudades...

Leo Nogueira Paqonawta

...

JUNTO AO LOTUS

Célia Laborne Tavares

A música suave pode prenunciar o campo próprio do amoroso encontro, onde tudo se faz centro vivo das origens de cada um.

Harmoniosamente, como flor, o mundo germina sua grandeza nessa noite que precede o ainda indecifrável amanhecer. Sintoniza-te com este ritmo para que cresças também. No compassado e vagaroso desabrochar há toda a história da plenitude universal. O abrir da planta nova transcende luz como destino próprio.

Agora que o tempo é propício e nossa doação está amadurecida, junto ao Lotus que se abre, vemos que as palavras são restritas e o dia está sob o controle dinâmico da próxima alvorada. O canto de louvor é nossa mais pálida homenagem no caminho desobstruído e já assinalado.

Vamos, então, construir um mundo novo com aquelas horas antigas, que facilmente poderão ser recriadas, tal a plenitude que guardam. Vamos doar, aqui, nosso velho amor.

A noite de ternura será o marco inicial dessa distribuição aos carentes do amor. Agora, cada palavra vai se transformar em poema e cada carinho será leve companheiro. Aquelas nossas rosas vão adornar mil portas silenciosas e esquecidas.

Nos passos que nos chegam, marcaremos todos os encontros que ficaram apagados e ausentes, na penumbra do passado incompleto.

Nossa vivência de amor ganha, hoje, nova dimensão, pois está sendo livremente repartida à mil necessitados para ser mil vezes revivida. Tão crescidos já estão nossos testemunhos de presença e de doçura que poderemos ser pródigos em distribuí-las.

Tão fiéis foram nossas palavras e promessas que doaremos ao mundo, intacto ainda, todo um canto de vida; como se dele pudessem frutificar outros cantos semelhantes e outras plenitudes iluminadas.

Vamos sentar-nos, amorosamente, à beira do lago quieto e aguardar os pedintes. Nossos jardins transbordam e, por mais que distribuamos este amor, sempre sobrará ternura na hora azul da entrega.

Ajuda-me com tuas mãos a preparar as ofertas.

- Que destino mais belo poderíamos ter dado ao nosso velho e incomensurável amor?

Ante o amadurecimento de nossa resolução, um Lotus branco se abrirá porque o tempo é de belezas insuperáveis.

- Que destino mais suave poderíamos encontrar para o nosso doce e contagiante amor?

In "O Quinto Lótus"
Edição da autora

quinta-feira, 3 de março de 2016

Para minha amada Menina Célia Laborne Tavares...


Para minha amada Menina Célia,
que é o próprio Lótus desabrochado,
um poema do querido Tagore a te inspirar este dia...
Um beijo saudoso em suas mãos.

Leo

Flor de Lótus

Rabindranath Tagore 

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.

Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.

Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.

Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
 De um perfume no vento sul.

Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.

Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.

Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

...

A ilustração, feita por Leo Nogueira Paqonawta, é uma montagem com fotografia de quadro do acervo pessoal da poetisa pintado por Guignard, representando Célia. Foi presenteado a ela que foi sua aluna em Belo Horizonte. Ao fundo temos a constelação do Cruzeiro do Sul.

domingo, 18 de outubro de 2015

Dos direitos radicais das crianças


Dos direitos radicais das crianças

Ligia Moreiras Sena

Toda criança tem direito de explorar livremente o ambiente onde vive.

De interagir com o ambiente natural.

De experimentar novas sensações e afetos.

De admirar o mundo.

De ser estimulada a respeitar todas as formas de vida.

De se sentir parte delas.

De sentir cheiro de flor, de água, de riacho, de comida fresquinha, de casa limpa.

Toda criança merece expandir seus horizontes e seu olhar.

Conhecer outras formas de viver e outros hábitos de vida.

Toda criança precisa ser levada em consideração nas tomadas de decisões familiares.

Toda criança merece ser incluída ativamente nos programas da família, não como uma “bagagem” que se carrega secundariamente, mas como parte que influencia a escolha.

Toda criança merece e tem direito de interagir com outras crianças, principalmente com aquelas que vivem de maneira diferente delas próprias, uma vez que isso constrói o respeito e a equidade.

Toda criança merece receber uma educação livre de preconceitos e discriminações de qualquer tipo.

Merece saber que amor não escolhe sexo, cor, classe social, etnia, nacionalidade.

Toda criança merece passar menos tempo em frente à TV e mais tempo junto à natureza.

Toda criança tem direito de saber de onde vêm seus alimentos e de conhecer aqueles que realmente lhe são bons.

Tem direito de saber se aquilo que está sendo oferecido a ela é realmente saudável, é realmente benéfico, fará realmente bem, ou é apenas reflexo do despreparo de quem oferece.

Toda criança merece ter seus medos compreendidos e acolhidos, nunca ridicularizados, nunca menosprezados, nunca ignorados.

Toda criança precisa sentir-se parte do todo, influenciada por ele e o influenciando.

Precisa ser respeitada como ser integral e a ela ser oferecido o que de melhor houver diante das possibilidades de cada contexto.

Todo choro de criança precisa ser acolhido e compreendido, jamais ignorado, jamais minimizado.

Toda criança precisa ser protegida contra todas as formas de alienação. 

Ao mesmo tempo em que precisa e merece ser protegida contra todo tipo de violência, a fim de que aprenda que um mundo cordial é possível e que violência é retroalimentada.

Toda criança merece ser protegida contra riscos desnecessários ou situações que representem perigo, qualquer que seja ele.

Toda criança merece não ser medicada por qualquer bobagem. Merece ter sua saúde e integridade física respeitada. Merece viver longe de drogas ativamente oferecidas por seus cuidadores sem que exista real e indiscutível necessidade.

Precisa saber que sempre haverá quem a ajude, quem a proteja, quem lute por ela.

Acima de tudo, toda criança merece ser olhada como uma semente já germinada, porém sedenta daquilo que a fará grande, forte e viçosa, e nutrida com o mais puro amor e disponibilidade.

Nenhuma criança é ônus.

Nenhuma criança é empecilho.

Nenhuma criança é dispendiosa.

Se uma criança assim estiver sendo vista, o problema está em quem assim a vê.

Tudo isso parece demasiadamente óbvio. Mas infelizmente não é. Se assim fosse, não nos depararíamos repetidas vezes com situações que simplesmente ignoram o bem-estar da criança, ou o minimizam, ou o preterem em função do mundo adulto e suas pseudonecessidades.

É preciso lembrar repetidas vezes que crianças têm direitos fundamentais que precisam ser respeitados e que vão muito além dos enumerados na Declaração dos Direitos da Criança.

Direitos que passam por mais sensibilidade, por mais acolhimento, por mais afeto, mais entendimento, mais entrega e acesso, mais verdade, mais sinceridade, menos subterfúgios e desculpas as mais variadas.

Crianças não são extensões de seus pais.

Crianças não são propriedades deles.

Crianças não são receptáculos vazios onde inseriremos todo nosso despreparo.

São novos seres.

Que merecem um mundo novo.

Ou uma nova forma de viver neste velho mundo.

Uma forma que valorize o sentido básico da infância, sua essência mais profunda e indivisível, sua raiz primordial.

Uma forma que é, por seu mais profundo significado, radical: que diz respeito a raízes, a princípios, a essências.

Em um mundo de moderações e contemporizações, onde ser complacente com a violência é visto como ser "moderado", onde aceitar uma palmada, um xingamento, é visto como ser "tolerante" com diferentes formas de cuidado parental, em um mundo como esse, o que as crianças precisam é de um olhar mais radical sobre elas.

Um olhar radicalmente contra a violência.

Radicalmente contra a negligência.

Radicalmente contra o abandono.

Um olhar que busque a verdadeira raiz de ser criança.

Se é esse é o seu olhar, saiba que você não está só: a radical que mora em mim saúda a radical que mora em você.

"Radical" não é uma ofensa e "ser radical" não é um desvalor.

Embora, em um mundo de "moderados", as pessoas se esforcem tanto para que pareça ser...

E é sempre bom lembrar: quem não é radicalmente contra a violência à criança é, também, seu cúmplice.

Reproduzido de Cientista que virou mãe
06 mar2014

Sobre a autora

Bióloga, mestre em psicobiologia, doutora em farmacologia, área que deixei após me tornar mãe. Estimulada pela maternidade, mudei de área, de foco e de vida, e hoje faço um novo doutorado, agora em Saúde Coletiva. Sou pesquisadora da assistência ao parto no Brasil, da violência obstétrica e da medicalização da infância e do corpo feminino. Sou mãe da Clara e esse é o mais relevante dos meus títulos, pois foi ele quem me modificou verdadeiramente. Ela me inspira, todos os dias, a olhar a vida e os seres humanos por outro prisma, a lutar pelos direitos das mulheres e a conectar pessoas que buscam criar seus filhos de maneira afetuosa e não violenta.

Texto completo sobre a autora clicando aqui.



Leia também a "Declaração de Amor aos Direitos das Crianças", por Leo Nogueira Paqonawta, clicando aqui.

sábado, 16 de maio de 2015

Cançãozinha para Tagore


Cançãozinha para Tagore
Cecília Meireles

Àquele lado do tempo
onde abre a rosa da aurora,
chegaremos de mãos dadas,
cantando canções de roda
com palavras encantadas.
Para além de hoje e de outrora,
veremos os Reis ocultos
senhores da vida toda,
em cuja etérea Cidade
fomos lágrima e saudade
por seus nomes e seus vultos.

Àquele lado do tempo
onde abre a rosa da aurora
e onde mais do que a ventura
a dor é perfeita e pura,
chegaremos de mãos dadas.

Chegaremos de mãos dadas,
Tagore, ao divino mundo
em que o amor eterno mora
e onde a alma é o sonho profundo
da rosa dentro da aurora.

Chegaremos de mãos dadas
cantando canções de roda.
E então nossa vida toda
será das coisas amadas.


...

Poemas Escritos na Índia, 1953
MEIRELES, Cecília. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. xxii-lix. (1953, p. 1023)

Veja também artigo de Cyelle Carmem Vasconcelos Pereira, em Recanto das Letras

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul"



Nessa sociedade em que vamos quase todos mais ou menos enredados pela Internet nos lares, escolas, ruas, e também incapazes de compreendermos o que se passa além de um palmo de nossos narizes, o filme retrata cenas do cotidiano e interesses dos personagens em uma comunidade norte-americana - homens, mulheres e crianças - entre seus desejos, sonhos não realizados e decepções na "sociedade de consumo" e das mídias digitais.

Parece-me que, de imediato, quase ninguém consegue perceber o que realmente se passa no interior do outro (e muito mal na vida cotidiana de ser criança e aluno), seja na vida em família, na escola ou nos outros cenários de nossas relações humanas, na "Vida Real" como se diz no filme.

Os dramas vão se desenvolvendo e provocando ações e reações a estimularem os personagens a tomarem suas decisões.

Ressalto da incapacidade daqueles que se fizeram de pais ou professores (des-orientados) a orientarem as crianças, sem absolutamente querer realmente saber, ou como des-cobrir que se passa na mente e coração de seus filhos/alunos. Até que pelas ações das próprias crianças é que parecem conseguir refletir alguma coisa, e entrar em "comunicação" com elas e seus pares adultos.

E, na escola, quem é que como professor consegue ajudar as crianças a lidarem com suas interrogações, para aquém ou além das tarefas inadiáveis do ensinar/aprender?

Pais e professores, lares e escolas colaboram (ou não) para a formação do caráter das crianças?

Imersos no mundo do mercado, e daquilo que nos é imposto para o consumo, nós nos consumimos entre dores e amores, esquecendo das possibilidades de apenas nos doarmos mais ao próximo...

E, no meio dessa vastidão do espaço com todas as suas possibilidades de manifestação da vida, quem somos nós com nossos pequenos, insignificantes ou grandes problemas e dramas, a vivermos nesse único "lar" que conhecemos - o planeta Terra - retratado como um pequeno e "pálido ponto azul" pela sonda Voyager? O "poema" de Carl Sagan citado no filme nos instiga a refletir mais sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos...

Fica aí a dica de Pedro Junior Silva para assistirmos e refletirmos...

Leo Nogueira Paqonawta

Publicado em Facebook
26 jan 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Célia Laborne, artista múltipla


Célia Laborne, artista múltipla

Conheci Célia Laborne desde criança, quando da criação do Minas Tênis Clube. Célia morava em frente, era nadadora oficial do Minas, conquistando ali várias medalhas.

Aquela coragem de se jogar nas águas da piscina, percorrer espaços, conquistar prêmios, não era para qualquer adolescente da época. Lembro-me de ficar sentada na arquibancada, torcendo por aquela nadadora mirim que, aos 12 anos de idade, conquistava troféus.

Mais tarde fui encontrar Célia na Escola de Belas Artes Guignard, onde ela se inscreveu na primeira turma. Célia era muito sensível, desenhava flores e paisagens do parque e dava preferência às aguadas transparentes. O elemento água preponderava em seus trabalhos muito elogiados pelo mestre Guignard.

Transparência, sensibilidade, observação da natureza, das árvores, dos céus de Minas. As aquarelas e o desenho de linha com lápis duro, estimulados pelo mestre, caminharam juntos com outra forma de expressão da artista, a palavra escrita e falada. Surgiram versos espontâneos, líricos. O lirismo próprio de nossas montanhas, transbordava nos versos e nas cores, conjugando as duas formas de arte numa só inspiração.

Célia guardava os versos, que lhe vieram muito antes da pintura, desde os 13 anos de idade. Eram seus, o seu colóquio com os níveis mais profundos de consciência, uma abertura para o campo imensurável da poesia. Seus poemas surgiram da necessidade de expressão de uma jovem de Minas Gerais que, das montanhas lançava o seu canto.
Ser artista é um caminho neste planeta, um caminho de abertura de consciência, um diálogo com Deus.

Seus textos espiritualistas despertaram a atenção de pessoas ligadas à mesma sensibilidade, muitas vezes residindo em lugares distantes. Foi do Oriente que ela assimilou a profundidade dos pensamentos filosóficos e poéticos.

Célia foi cronista de vários periódicos da cidade de Belo Horizonte e sua coluna ficou conhecida através do jornal “Estado de Minas”, onde ela ocupava o espaço denominado “Vida Integral”. Célia foi a primeira e quase única jornalista que divulgou as filosofias orientais e as técnicas de meditação, relaxamento e a importância da respiração. Seus seguidores são múltiplos, e sua mensagem transpôs as fronteiras de Minas, para alcançar outros espaços mais amplos. Atravessou os mares, foi bem recebida em Portugal, na Europa e nos Estados Unidos. Em Florianópolis eles se transformaram em vídeo, através da iniciativa de um seguidor.

A mensagem de Célia é poética e espiritual, e penetra num espaço pouco explorado pelos poetas modernistas. Situa-se numa linha bem própria, estudando mestres de Yoga tais como Vivekananda, o primeiro a introduzir a Yoga no mundo ocidental. Sua mensagem é ecumênica, abrange religiões, filosofia e as ciências mais modernas tais como a física quântica. Ela partiu do estudo mais denso para os mais sutis.

Seu universo está situado em níveis mais altos de consciência, naquele espaço onde a palavra toca a alma das pessoas para ajuda-las a transcender o cotidiano.

O cotidiano é importante, mas existe um espaço além, onde muitas vezes a palavra não consegue penetrar.

Os textos de Célia nos conduzem para este espaço além do noticiário dos jornais. Célia é jornalista e poeta e continua divulgando suas mensagens através de seu blog “Vida em Plenitude”.

Ali a palavra é o toque mágico que nos conduz ao infinito, para uma dimensão transcendente, além da Terra.

Todos nós devemos um pouco a esta mensageira da paz e da harmonia entre os seres vivos.

Maria Helena Andrés


06 jan 2015

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Comentário sobre a polititica aqui e acolá...


Comentário sobre a polititica aqui e acolá...

Às vezes, penso que as coisas só melhorarão um pouquinho nesse mundo se um asteroide trombar com o planeta, e a vida recomeçar a evolução das baratas, ratos, lagartixas, sapos, pulgas e outros vermes. Esses seres que hoje achamos tão repulsivos são muito mais gente e humanos que a maioria de nós, que vamos perdidos nos labirintos de elucubrações.

De um outro ponto de vista espiritual, somos responsáveis por aquilo que escolhemos individual ou coletivamente. Nesse tempo pré-caótico de des-humanização e des-valorização de nossa humanidade enquanto chispa de luz, é o povo da raspa do tacho dos "dragões" que querem acabar com tudo, destruir, botar fogo em qualquer plantinha nova que brote do chão das asperezas humanas para o sol maior.

Aquele "jardim" perdido, agora, deve ser mais que nunca cultivado dentro de nós que cremos termos despertado para outras realidades da vida. E, cada flor, perfume, fruto ou semente de vida nova de nossos pensamentos e sentimentos devem ser ofertados na com-partilhação de gestos de amor nas simplicidades da vida.

Tentar sensibilizar os que se fazem surdos, cegos e mudos das bonitezas da vida fraterna é tarefa para outros milhares de milhões de anos. Mas, ainda assim aquele Menino de pés, mãos e peito machucados não perde as esperanças, e se vale de nossa colaboração como oportunidade preciosa para abraçarmos o mais próximo de nós, no lar, no trabalho, no banco ao lado dos ônibus, nas calçadas e ruas a fim de seguirmos em direção àqueles portões dourados esquecidos.

Dia após dia, cada passo que damos no próprio caminho, cada mão que estendemos ao outro é como um tijolo a mais na construção de um reino amoroso em nossos corações e ao redor de nós que Lhe seguimos nos mesmos caminhos, ou temos a coragem de afagar com carinho mesmo aqueles incapazes de um mínimo gesto de solidariedade.

Essa caminhada de um passo pra frente e dois pra trás é cansativa e penosa. Mesmo assim escolhemos estar aqui, agora, como quem mal tateia na escuridão dessa noite que parece não ter fim, para levar de mãos dadas conosco os que amamos ou des-amamos madrugada adentro, até um outro dia amanhecer.

Vamos que vamos! Ainda que o barulho ensurdecedor de bombas e gritos encham os ares, já ouvimos passarinhos anunciando a alvorada que chega. Então, vamos re-partir pão e palavras de conforto aos que estão quase sem forças, aos esmagados pelo peso de todas as opressões, que a carruagem de luz traz o sol que iluminará tudo e a todos.

Um outro ciclo - era de amor - está chegando para quem não se entregou tão facilmente, e nem se consumiu em vão ao sopro ardido das maldades dos infelizes.

Os passarinhos cantam mais forte que somos Fênix, e re-nasceremos das cinzas para fertilizar os campos novos do Jardim onde está a Árvore da Vida...

Vamos?

Leo Nogueira Paqonawta

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Saudade... como um sonho de Van Gogh...


SAUDADE

Célia Laborne Tavares

Entrando na sala, revi a toalha sobre a mesa. O linho ainda amarelo vivo, bordado com holandesas de saia vermelha, apertou-me o coração. O passo diminuiu, os olhos pararam, a sala segurou-me.

Fiquei transitando no susto da reminiscência de quem quer e teme, mas não desvenda. Abri os olhos, fechei-os, parada entre o passado e o presente, sem lugar definido. O sentimento doeu-me naquele pedaço de pano retirado da infância. Dor sem explicação, sem vínculo, sem roteiro certo. A toalha ligou-me ao que eu não mais sabia: flor de festa, pedaço de lágrimas, canção de dúvida.

- O quê? – Por quê? Fragmento do que foi, saudade talvez. Qualquer coisa distante querendo comunicar-se. Uma pergunta longa sobre os olhos úmidos e a garganta seca. A toalha puxando um sentimento velho e novo. Saudade.

Encontro profundo com algum instante muito amado, ou, quem sabe, muito sofrido. A toalha dos dias de festa, dos dias de aniversário, dos tempos de criança. Rumor do riso de mil bocas que se desgarraram neste mundo, perdidas em casas novas e cidades afastadas.

No avental da holandesa havia uma palavra prestes a escapar-se e qualquer coisa indefinida em suas faces de bonecas mudas. Dominando tudo, o impacto de um amarelo muito antigo e verdadeiro, muito real e infantil, nos olhos já adultos. E a cor permaneceu sempre comigo, fazendo história, dizendo poema, inventando. Dei-lhe forma e ternura para que me libertasse. Porém, ela preferiu permanecer incógnita sob aquele linho.

Um amarelo que se repete sempre e se completa como um sonho de Van Gogh para um dia, quem sabe, revelar-me o segredo final.

Mas, no momento, é apenas saudade muito antiga.

...


Poema recebido via e-mail da autora. Conheça seu Blog "Vida em Plenitude", clicando aqui.

Foto: Vincent Willem van Gogh - Jovem Mulher de camponês com chapéu de palha sentada no trigal. 1890. Coleção privada, Steven A. Cohen, Greenwich, Connecticut, USA. Fonte: TFSimon

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cosmocidão: o universo numa casca de "osso"


Cosmocidadania

1 . Definição. Cosmocidadania é a percepção consciente de que somos cidadão do cosmo, alunos mais graduados da cosmoescola, com os direitos e responsabilidades advindas disso. É tirarmos o RG de cosmocidadão e entrar no engajamento cósmico.

2 . Cidadãos. Nós habitantes do planeta terra ainda não temos a noção da cidadania cósmica. De sermos parte integrante do universo, na nossa poeira cósmica que chamamos de mundo, que ainda achamos que é o centro do universo, que alias, para o ser humano, só existe um, que somos a glória da criação. Que a vida a base de carbono é o primor da criação.

3 . Globais. Ainda nem seque conseguimos chegar a sermos cidadãos globais. Pensamos que o nosso pequeno bairro aonde nós vivemos é o mundo todo e que somos o centro do mundo.

É a nossa religião,
A nossa democracia,
O nosso comportamento sexual,
A nossa civilização,
O nosso estilo de vida

4 . Exemplo. Que deve ser exemplo para os outros povos do planeta. E aí de quem pensar diferente. Defendemos essa verdade absoluta com unhas e dentes.  O pau vai comer. Para isso temos exércitos, armas, armas de destruição maciça, etc.

5 . Cidadão. Para ser cidadão do cosmo alguns pontos têm de ser superlativos: Max maxamizade, Max maxecumenismo, Max multiversalismo, etc.

6 . Engajamento. No engajamento lúcido através do princípio ‘no’ milimetrismo começamos com:

. Consciência participativa - Primeiros passos participando  racionalmente na sua rua, comunidade, associação, trabalho.

. Consciência cidadã - Fiscalizando, cuidando, agindo, opinando, criticando construtivamente, na sua cidade, estado, pais, organismos internacionais.

. Consciência global - Promovendo, divulgando, pesquisando a união entre os povos, entre os países, entre os continentes, através da maxamizade, multiversalismo, maxecumenismo, sonhos lúcidos em todos os níveis.

. Consciência cósmica - último passo dessa caminhada.

Reproduzido de Conscienciocritica
01 mai 2014


Reflexões sobre Professores, Crianças e uma Escola para a Cosmocidadania

Um beijo para todas vocês, professoras que fazem a diferença nessa des-coberta amorosa do mundo, nesse re-evolucionar das artes na Educação, no ser o melhor de si mesmas para que se dignifique  e respeite o direito que essa meninada bacana tem de viver num planeta melhor, numa pedagogia honesta e comprometida com o Bem Viver...

Dia após dia naquela Escola que me recebeu com tanto carinho, levado pelas mãos da Professora Jucirema, vou me apercebendo cada vez mais que Educação passa por esse saber/fazer/poder/amar que, muiiiiiiiito além do ensinar-aprender, é um processo de DES-COBERTA de tudo e do todo... que não tem fim...

E, vou "sacando" que o caminho é assim, do co-participar e brincar mesmo, num sentido de co-mover, de com-paixão, de con-verter-se numa comum-única-ação contida nessa palavrinha tão simples e en-graçada - cheia de graça - que é BRINCAR...

Com aquele maluco beleza do Frederico - Nietzsche - esse JOGO DA CRIAÇÃO (aiônico) força que sobe das mais profundas entranhas da gente como ser humano mediando o Cosmos, vou des-cobrindo também o que é me deixar numa MENINICE que vibra nessa cosmocidadania, num diapasão com a criançada que faz a gente se sentir humilde e grato no caminho de amadurecimento, de uma Sabedoria que harmoniza informação/conhecimento/saberes/fazeres naquela dimensão de amor, algo tão "natural no universo... do micro ao macrocosmo, na luz que permeia tudo isso...

Eu é que tenho de agradecer vocês que estão se esforçando ao máximo para serem excelentes profissionais nessas lutas da Educação, pela Educação, com a Educação, apesar de tantos desmazelos...

Outra palavrinha boba e pititinha: CUIDAR... 

Cuidarmos e  bem querermos uns dos outros, nos humanizarmos, sorrirmos, sermos gentis e amorosos, com-passivos na ação pro-ativa para alegrar o mundo... relevarmos as pequenas tolices que o estresse do dia a dia nos impõe, porque a única coisa que será eterna em todas as transformações pelas quais todos passam, é que tudo no final das contas, é luz trans-formando e re-criando os universos...

Sejamos luz, assim, dessa que es-clarece ao invés de entristecer... sejamos o melhor de nós mesmos em cada pequeno passo, que um dia todos chegaremos lá na frente, sábios, amadurecidos, cada vez mais responsáveis nas tarefas que assumirmos...

Para vocês Pibidetes e querida Professora Jucirema, meu muito obrigado por essas lindezas que vão re-criando e nem querendo as crianças, uns aos outros e o mundo...

Bem que vejo vocês todas nessas maluquices de sendo professores, vão se trans-formando em crianças...

Beijo

Leo Nogueira Paqonawta
21 nov 2012
PIBID UFSC Pedagogia na SEPEX



Leia também:

"O Universo numa casca de noz", por Stephen Hawking, clicando aqui.

terça-feira, 16 de abril de 2013

"A rosa, hoje foi posta em tua mão"...


Pressentimento

Célia Laborne Tavares

* Partimos para as auroras – e pouca gente o percebeu – porque pressentimos os primeiros caminhos da luz. Além dos árduos processos de busca, no país da paz, a flor se entrega ao persistente indagador.

É preciso primeiro, colher cristais sob as areias do deserto, ou junto às nascentes do rio, porque sua transparência pode surgir nos lugares mais imprevistos e, na hora da colheira, todos os cristais refletirão a luz. 

Seguiremos, então, leves mensageiros dos bosques povoados, enquanto nos forem solicitadas as comunicações; enquanto de nossas palavras toscas brotarem as sementes certas. (Leves mensageiras do amor universal que pede participação a cada dia, em cada porta). Portadoras do primeiro acordar em festa, da primeira palavra de alegria viva, vamos nos revelando.

** O tempo, em ebulição, está à espera de antigas lições, de solicitações sábias para o novo crescimento. No país de todos, as revelações são as metas maiores que muitas vezes se atrasam, mas sempre se fazem presentes de uma forma ou de outra.

Sem o perceber, partimos, como aladas companheiras das estrelas para as esferas mais altas que transcendem os engenhos humanos e se candidatam ao amor em plenitude; ou como pequena irmã de libélulas, volteia-se em torno da luz até tornar-se a própria luz.

*** Portando nas mãos o archote do tempo vamos saindo das eras mais sombrias para o amanhecer de auroras translúcidas, onde cada qual começa a distinguir o seu roteiro, muito próprio e intransferível.

O passado é tão somente o alicerce que sustenta a nova estrutura e se faz raiz viva de seiva ou sangue, para a maturidade dos frutos ainda não colhidos.

Quem já se recolheu ao silêncio e confidenciou a ele suas dúvidas mais profundas, começa a receber surpreendentes respostas – e nem sempre sabe como compartilhá-las tão sutis são as mensagens, tão fantásticas as revelações iniciais.

Mais cedo ou mais tarde, toda a Terra será um berço fértil na madrugada que desponta e as palavras serão fracos marcos para a orientação dos caminhos. Quando as palavras começam a adormecer, as realidades da vida se implantam e ninguém poderá escapar às suas verdades, à beleza que se abre quando a fantasia dá lugar ao brilho das descobertas.

**** Cada silêncio mais íntimo, mais interior, é como o iluminar de noites velhas, como o desfazer de sonhos maus, como o participar da grande festa. 

O simples pressentir das lições do silêncio desfaz as mágoas mais enraizadas, harmoniza todas as vibrações, reconcilia todas as lutas. E agora, é o tempo próprio para se começar a difundir as lições do silêncio perfeito. A rosa, hoje foi posta em tua mão.

In, "O Quinto Lotus", por Célia Laborne Tavares, edição da autora.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Ponha azul nos olhos e estenda flores nos varais"...


Não peças explicações

Célia Laborne

O dia vai rodar ainda. Mas já tenho quatro horas na mão que não devo trocá-las com ninguém. O nada, hoje, está povoado. Recuso-me ao tédio. Passei em revista girassóis perfilados e margaridas novas. A parada estimulou-me.

Ouvi coisas fabulosas sobre a vida e acreditei nelas, num retrospecto quase de infância. Cúmplice das histórias auri-vermelhas que me penduraram, dancei moderna sobre o tablado mais novo. Por um instante, convido-os à credulidade.

Hoje é dia da espiral do silêncio profundo como uma prece heroica. O sol, três vezes afastado, voltou à rua e acendeu, perto dos pés, grãos coloridos de areia. O asfalto quase o refletiu. Não há dúvida, o dia é de surpresas.

Ponha azul nos olhos e estenda flores nos varais. Não peça explicações, não exija provas. Se necessário, comova-se, mas não tente compreender.

Ouço passos, ouço vozes. Retenho a respiração. A porta, de certo vai abrir-se e alguém brincará de descoberta. Se houver vitória, empresta-lhe tua coroa.

Transpus o muro da distância e passei duas horas de mãos dadas com a ternura. Guardei dela ainda uma palavra para libertar a música presa em pautas muito antigas. Vi morrerem líricas recordações de um passado que não era meu e passei a frequentar um presente verde de olhos surrealistas e mãos de aço. Agradou-me a troca.

Trancaram-me no vermelho das rosas para uma experiência fantástica e nunca fui tão viva.  – Compartilho-a contigo se o quiseres.

Desta janela posso chamar a chuva e dizer um verso ao amigo predileto. Tenho quatro horas na mão e vou visitar o arco-íris para contar-lhe que a Terra descobriu todos os seus segredos.

Depois, a noite poderá submeter-nos a seus problemas. Estaremos fortes e, quem sabe, ainda com um sorriso. Porém, por certo, ainda sem explicações. 


Recebido da autora via e-mail. Conheça seu Blog "vida em Plenitude" clicando aqui.